Coluna Wense, 6 de outubro de 2025: "Dois argumentos são usados para embasar a opinião de uma vitória de Lula já na primeira etapa eleitoral: 1) desunião da direita, com seus presidenciáveis se engalfinhando. 2) o "pacote de bondades" do governo Lula".
Essa era a opinião dos petistas mais otimistas. Hoje todos acham que a disputa vai ser acirrada, que a eleição será decidida no segundo turno. As pesquisas apontam um empate técnico entre Lula e o candidato que vai representar o campo ideológico da direita.
Diria que o forte e enraizado antipetismo é como um polvo. Tem vários tentáculos, cada um buscando uma direção: tentáculo 1 com Flávio Bolsonaro (PL), o 2 com Ronaldo Caiado ou Ratinho Júnior, ambos do PSD, o 3 insistindo na candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos), o 4, 5... ainda procurando o caminho.

O "pacote de bondades" do governo Lula, agora com o programa Gás do Povo, beneficiando mais de 20 milhões de famílias, é um recado para os pré-candidatos da direita: se não se unirem perdem a eleição.
Em priscas eras se dizia que a esquerda só se unia na cadeia. Pelo andar da carruagem, o ditado político vai terminar se encaixando como uma luva na direita, já que as disputas de ego vão terminar se transformando no maior "cabo eleitoral" da reeleição do petista-mor.