Didaticamente falando, para uma melhor compreensão do caro e atento leitor, temos duas esquerdas e duas direitas: a esquerda petista e antipetista, assim como a direita bolsonarista e antibolsonarista.
É mais fácil encontrar uma pequenina cabeça de alfinete em um grande palheiro do que achar um nome que represente o antilulismo e antibolsonarismo com força política e viabilidade eleitoral para dar um chega pra lá nessas duas correntes políticas.
A odienta polarização continua firme, forte e encrustada. A falta de uma terceira via faz a sucessão presidencial ficar presa a personalidades e não há um programa de governo, a discussão sobre os graves problemas que afetam o País. A eleição fica no "vou votar em fulano porque é o que pode derrotar sicrano", é o que acontece com Flávio Bolsonaro em relação a Lula e vice-versa.
Quando o eleitorado teve a oportunidade de sufragar um presidenciável com um programa de governo, como o do então candidato Ciro Gomes, sem nenhuma dúvida o político mais preparado do Brasil, preferiu o blablablá, a conversa fiada.
O povo brasileiro se depara novamente com a dita cuja polarização: de um lado o petista Lula, buscando o quarto mandato, via instituto da reeleição, do outro Flávio Bolsonaro, sem nenhum preparo para exercer o cargo mais cobiçado da República.
O "plano" de governo do filho número 1 é tirar o pai da prisão, trazer de volta o irmão Eduardo Bolsonaro para o Brasil e anistiar todos os que tentaram dar um golpe de Estado, fugindo das "quatro linhas" da Constituição, como dizia Jair Messias Bolsonaro, hoje em prisão domiciliar pelo crime de atentar contra o Estado Democrático de Direito.
Que situação, hein! Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

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