O presidenciável Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás, ex-União Brasil, hoje no PSD, passou a ser o "patinho feio" do partido depois que admitiu que pode abrir mão da pré-candidatura para ser o vice de Romeu Zema, postulante do Novo à Presidência da República.
Lideranças importantes do PSD, legenda controlada por Gilberto Kassab, não gostaram nem um pouco da declaração de Caiado. A manifestação foi dura. Diria até que inoportuna e inconsequente.
Olhe, caro e atento leitor, um trecho da nota, ipsis litteris.
"Mas, com a transparência necessária em um debate de tamanha relevância, queremos registrar que consideramos inaceitável que, ao menos, o candidato a vice-presidente não tenha vinculação com as raízes do PSD, considerando que o candidato à Presidência acaba de chegar ao partido e nem sua esposa, candidata ao Senado por Goiás, é filiada ao PSD".
Como não bastasse, ainda cita os nomes de quem tem o apoio para ser vice de Zema. Segue abaixo também na íntegra.
"Se o vice for de Minas Gerais, que seja alguém como Roberto Brant, fundador do PSD. Se tiver que ser do Sul, que seja Eduardo Sciarra, fundador do PSD e ex-líder de nossa bancada na Câmara dos Deputados. Se tiver que ser uma mulher, que seja Alda Marcoantonio, presidente do PSD Mulher".
Ronaldo Caiado é uma espécie de "estranho no ninho". Sequer serve para ser vice. Como a janela partidária fechou, só resta a Caiado fazer de conta que continua acreditando nos "companheiros" do PSD.
PS (1) - O pragmático Gilberto Kassab, comandante-mor do PSD, acompanha todo o imbróglio. Se a chamada "terceira via" não decolar, com o presidente Lula colocando uma boa frente sobre Flávio Bolsonaro (PL), o PSD vai caminhar em direção à reeleição do chefe do Palácio do Planalto. Como contrapartida, a titularidade de três, quatro ministérios.
PS (2) - O fim da escala 6x1, que tem a aprovação de quase 70% do povo brasileiro, vai acrescentar preciosos pontos nas intenções de voto em Lula. Sem falar no chamado "pacote de bondades" e em uma direita que não se entende. E ainda tem o pega-pega no clã Bolsonaro, mais especificamente entre a madrasta Michelle Bolsonaro e o enteado Flávio Bolsonaro.

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