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Quinta-feira, 30 de Abril de 2026
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Política

O CINISMO DOS POLÍTICOS E O LAMAÇAL DA REPÚBLICA

Coluna Wense, 30 de abril de 2026

Marco Wense
Por Marco Wense
O CINISMO DOS POLÍTICOS E O LAMAÇAL DA REPÚBLICA
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A palavra que se encaixa como uma luva na política brasileira é esculhambação. O lamaçal, cada vez mais fétido, vai tomando conta do Brasil.

O cinismo dos políticos, com a ressalva dos poucos dignos do voto, que cabem em um velho fusca, como diz a sabedoria popular, chega a ser assustador.

Avacalharam a política com P maiúsculo, que se dane a opinião pública. Lugar de se lamentar é no pé-do-caboclo. Os insatisfeitos e indignados que procurem uma lavagem de roupa. 

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Na CPI do Banco Master, sem dúvida o maior escândalo financeiro da República, que dificilmente será superado, a oposição acusou o PT de ser o principal protagonista da roubalheira.

O ex-juiz Sérgio Moro, aquele que usou a Operação Lava Jato para entrar na política, que teve como contrapartida pela escancarada parcialidade o cargo de ministro da Justiça do governo Bolsonaro, foi o senador mais exaltado. 

E por falar no então juiz Sérgio Moro, que se transformou em um imprescindível "cabo eleitoral" da candidatura de Bolsonaro, contribuindo para o crescimento do antipetismo, deu no que deu: foi defenestrado, sem dó e piedade, da Esplanada dos Ministérios. 

Ainda sobre Moro, o STF anulou diversas decisões e condenações no âmbito da Operação Lava Jato. As barbeiragens jurídicas aliadas a uma explícita parcialidade fizeram com que a Alta Corte tomasse a decisão de livrar Lula da prisão. 

Agora vem o bolsonarismo e propõe a Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado, que enterre a CPI do Master em troca de uma redução da pena de Jair Messias Bolsonaro, via projeto de lei da dosimetria. O ex-morador do Alvorada foi condenado pela tentativa de golpe de Estado. 

Lembro ao caro e atento leitor que as CPIs do INSS e do Crime Organizado ficaram sem um relatório final, não houve votação. As providências que deveriam ser tomadas foram engavetadas. A impunidade triunfou. 

"Para os pobres, é dura lex, sed lex. A lei é dura, mas é a lei. Para os riscos, é dura lex, sed latex. A lei é dura, mas estica", dizia o saudoso jornalista e escritor brasileiro Fernando Sabino.

E assim caminha a República Federativa do Brasil impregnada por parlamentares adeptos do ensinamento maquiavélico de que os fins justificam os meios, que o vale-tudo para conquistar o poder não tem escrúpulos e nem limites morais.

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Marco Wense

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Marco Wense

Itabunense, Advogado e Articulista de Política

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