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Política

LULISMO, BOLSONARISMO E A POLARIZAÇÃO

Coluna Wense, 6 de junho de 2025

Marco Wense
Por Marco Wense
LULISMO, BOLSONARISMO E A POLARIZAÇÃO
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A última pesquisa da Quaest, divulgada ontem, quinta, 5 de junho, aponta que a polarização Lula versus Bolsonaro vai perdendo força. 

No universo do eleitorado que já ouviu falar de Lula e Bolsonaro, 57% e 56%, respectivamente, não votariam, em hipótese nenhuma, no atual presidente e no ex. 

Essa rejeição é transportada para quem Lula apoiar, caso não seja candidato à reeleição, e para um membro da família do ex-chefe do Palácio do Planalto, com destaque para o filho Eduardo Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. 

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Podemos citar duas consequências políticas do desmoronamento da polarização: 1) o aumento do entusiasmo dos governadores-presidenciáveis do campo da direita. 2) a terceira via volta a ficar esperançosa. 

Em relação aos governadores pré-candidatos, salta aos olhos que me refiro ao "Grupo dos 5": Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), Ratinho Júnior (PSD-PR), Romeu Zema (Novo-MG) e Eduardo Leite (PSD-RS). 

A terceira via é o abrigo de quem comunga com a opinião de que a polarização lulismo versus bolsonarismo tem que ter um ponto final. 

A pesquisa da Quaest, apontando um enfraquecimento da polarização, vai encorajar o "Grupo dos 5" a não ficar submisso ao ex-presidente Bolsonaro, a fazer entre eles um acordo, com o melhor colocado nas intenções de voto encabeçando a majoritária e o segundo como vice. 

A "tabua de salvação" do quarto mandato de Lula, via instituto da reeleição, fica na dependência de uma cisão na direita, na falta de entendimento do "Grupo dos 5" com o bolsonarismo.

Já disse aqui que Bolsonaro não confia no seu ex-ministro Tarcísio de Freitas. Na opinião do ex-morador do Alvorada, o chefe do Palácio dos Bandeirantes, chegando ao cargo mais cobiçado da República, no outro dia vai dar um chega pra lá no bolsonarismo, não vai mais lhe fazer cafuné. 

O bolsonarismo quer duas coisas como condicionantes para apoiar um presidenciável. A primeira tem o ok dos governadores pré-candidatos : o fim da inelegibilidade. A segunda, a mais complicada, é a promessa de abrir mão da reeleição caso seja eleito. 

Em decorrência da dificuldade de respirar, a polarização lulismo versus bolsonarismo, protagonizada pelos dois "mitos", o da esquerda e da direita, vai terminar precisando, urgentemente, de um balão de oxigênio. 

No mais, finalizar com o já manjado e repetitivo "ainda tem muita água para passar por debaixo da ponte".

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Marco Wense

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Marco Wense

Itabunense, Advogado e Articulista de Política

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