A coordenação da campanha dos candidatos à presidência da República, quando o assunto é a presença nos Estados, a preferência é pelas 10 cidades de maior colégio eleitoral.
Obviamente que a capital é a prioridade. Em se tratando da Bahia, Itabuna, salvo engano na sétima posição, sempre está na pauta. Além do colégio eleitoral, é a cidade como referência do sul da Bahia.
E aí vem duas pertinentes e oportunas perguntas: E se Ronaldo Caiado, candidato do PSD, resolver visitar Itabuna? Vai ser recebido por qual grupo ou lideranças políticas?
O gestor de Itabuna, Augusto Castro, é do PSD, mesmo abrigo partidário de Caiado. Lembrando ao caro e atento leitor que o vice é Gilberto Kassab, presidente nacional da legenda.
Como o pragmático Kassab deu total autonomia para o senador Otto Alencar, dirigente-mor do PSD da Boa Terra, o parlamentar vai apoiar à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
O prefeito Augusto Castro, como liderado de Otto, vai seguir a orientação do comandante estadual do PSD, assim como todo seu staff político, dando um chega pra lá na candidatura de Caiado.
Salta aos olhos, que não precisam ser tão grandes e arregalados como os da coruja, que a preocupação de Kassab não é com a eleição de Caiado. Seus olhos estão direcionados para a dinheirama dos fundos partidário e eleitoral.
O "bruxo" da política da Bahia é o senador petista Jaques Wagner. Gilberto Kassab é o "bruxo" da política nacional. Fazem cobra cuspir, como diz o ditado popular.
Uma ordem para o PSD da Bahia apoiar Ronaldo Caiado poderia causar problemas com os candidatos à Câmara Federal, diminuindo assim o número de eleitos. Lembrando que o dinheiro dos fundos partidário e eleitoral tem como base a eleição para a Casa Legislativa em toda a federação.
A "tábua de salvação" para Caiado, se resolver vim a Itabuna, seria a turma da pecuária e do agronegócio. O presidenciável foi presidente da União Democrática Ruralista (UDR).
Concluo dizendo que instituto da fidelidade partidária e programa de governo são coisas do passado, de priscas eras. Foram enterrados na mesma cova.
A bola da vez é o dinheiro público dos fundos partidário e eleitoral. Se a farinha ($) é pouca, primeiro o pirão dos políticos.
E assim caminha a República Federativa do Brasil.
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