O ex-prefeito Geraldo Simões, duas vezes gestor de Itabuna, também deputado federal por dois mandatos, ainda não se pronunciou sobre uma eventual filiação ao PSOL.

Geraldo Simões fundou o PT de Itabuna junto com outros companheiros. Passou um bom tempo sendo a maior liderança política do Partido dos Trabalhadores no sul da Bahia, um militante aguerrido.
Sua segunda gestão no comando do centro administrativo Firmino Alves foi bastante positiva, principalmente no setor social, com vários programas direcionados para a população mais carente.
Sem clima para permanecer no PT, Geraldo deve ir para o PSOL. A missão é fazer crescer o partido não só em Itabuna como em todo sul da Bahia. Terá toda autonomia para planejar o crescimento do PSOL e indicar os dirigentes partidários.
Na sucessão municipal de 2024, Geraldo não conseguiu ser candidato a prefeito. Foi tratado com desdém pela executiva estadual do PT e as três principais lideranças do lulopetismo da Boa Terra: governador Jerônimo Rodrigues, senador Jaques Wagner e o ministro Rui Costa.

A expectativa fica em torno de dois pontos: 1) um pronunciamento de Geraldo Simões sobre o disse-me-disse da sua saída do PT para o PSOL. 2) confirmado o PSOL como seu novo abrigo partidário, se Guilherme Boulos, liderança-mor da sigla, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, estará presente no ato de filiação.

Deixar um partido que foi sua vida política, sua primeira e única agremiação partidária, com tanta luta para fazer crescer o PT, não está sendo fácil para Geraldo Simões.

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