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Quinta-feira, 16 de Abril de 2026
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Magno Lavigne debate racismo ambiental em São Tomé de Paripe

Coluna Helio Ricardo

Hélio Ricardo
Por Hélio Ricardo
Magno Lavigne debate racismo ambiental em São Tomé de Paripe
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A situação enfrentada pelos moradores de São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, reacende um debate urgente no Brasil: o racismo ambiental. Há mais de 40 dias, a comunidade denuncia a presença de água contaminada na praia, com coloração inicialmente azulada e, mais recentemente, amarelada, afetando a saúde, o trabalho e a dignidade de quem vive do território.

Registros feitos pelos próprios moradores circulam diariamente nas redes sociais e evidenciam não apenas o agravamento do problema, mas também a ausência de respostas efetivas. Mesmo após a visita do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, moradores afirmam que os pontos mais críticos não foram incluídos na coleta, o que levanta dúvidas sobre a eficácia da vistoria.

O caso reflete um cenário mais amplo. Estudos sobre justiça ambiental indicam que populações negras e periféricas são as mais expostas a riscos como poluição, falta de saneamento e degradação ambiental fenômeno conhecido como racismo ambiental. Na prática, o impacto é direto: pescadores, marisqueiras e trabalhadores informais têm sua renda ameaçada, enquanto famílias convivem com o risco de doenças.

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Durante visita à região, a vereadora Eliete Paraguassu, da capital, destacou a gravidade da situação:

“Não se trata apenas de um problema ambiental, mas de uma violação de direitos. É preciso agir com urgência e respeito à população.”

O advogado e pré-candidato a deputado estadual, Magno Lavigne, também reforçou o caráter estrutural do problema:

“O que vemos é o retrato de uma negligência histórica. Precisamos garantir escuta e ações concretas para proteger essa comunidade.”

Especialistas defendem medidas imediatas, como a análise rigorosa da água, além de ações estruturais, incluindo saneamento básico, monitoramento contínuo e participação popular.

A pressão cresce para que os governos municipal, estadual e federal atuem de forma integrada. Mais do que um caso isolado, a situação revela desigualdades profundas sobre quem, de fato, é protegido pelas políticas ambientais.

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