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Sexta-feira, 06 de Novembro 2026
Política

A DECLARAÇÃO DE JERÔNIMO E AS BARBAS DE MOLHO DO CORONEL

Coluna Wense, 28 de outubro de 2025

Marco Wense
Por Marco Wense
A DECLARAÇÃO DE JERÔNIMO E AS BARBAS DE MOLHO DO CORONEL
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O governador Jerônimo Rodrigues, que quer igualar seu currículo político ao de Jaques Wagner e Rui Costa, sendo reeleito, conquistando o segundo mandato, resolveu quebrar o silêncio em relação à composição da majoritária da base aliada. 

A chapa puro-sangue, também chamada de 100% petista, rotulada pela oposição como "chapa da soberba", foi idealizada pelo senador Jaques Wagner, considerado como o "bruxo" da política da Boa Terra, a de todos os santos e orixás. 

Questionado sobre o imbróglio em torno da majoritária, que defenestra, sem dó e piedade, o também senador Angelo Coronel  (PSD-reeleição), o chefe do Palácio de Ondina disse que "endossa" que o ministro Rui Costa "tenha lugar na chapa". Finaliza dizendo que é um "nome justo". 

Que é justo, é. Mas o de Angelo Coronel também é. O PSD teve uma importância gigantesca na eleição de Jerônimo. Diria até que se não fosse o apoio e o empenho da legenda, tendo na linha de frente o senador Otto Alencar, presidente estadual do PSD, o vitorioso do pleito seria ACM Neto (União Brasil). 

Como só existem duas vagas para o Senado, uma já reservada para Wagner, o Coronel tem que deixar "as barbas de molho". A política não costuma socorrer os que dormem e, muito menos, os ingênuos, o que não é o caso do Coronel. 

Rui Costa, sabendo que está na dianteira nas intenções de voto, quer a realização de pesquisas como critério  para definir a composição da majoritária. Salta aos olhos que o ministro da Casa Civil do governo Lula 3 tem enquetes que o colocam na frente de Wagner e Angelo Coronel. Besta é coelho. 

Pelo andar da carruagem, quem vai resolver esse impasse é o presidente Lula. Não se sabe, pelo menos por enquanto, o que passa pela cabeça do petista- mor, que sabe que a defenestração do Coronel pode servir de argumento para que Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, tome a decisão de que a legenda deve romper com o jeronismo e se aproximar do netismo. 

O pega-pega em torno da majoritária está longe de ser resolvido. E ainda tem o MDB dos irmãos Vieira Lima, Lúcio e Geddel, dizendo que não abre mão da permanência de Geraldo Júnior como vice de Jerônimo. 

O lulopetismo até que aceita que a indicação do vice seja do MDB. Mas quer outro nome. Nos bastidores, é unânime a opinião de que Geraldo Júnior não contribui eleitoralmente. Lembrando ao caro e atento leitor que o emedebista ficou em terceiro lugar na sucessão de Salvador, sendo derrotado por Kleber Rosa, então candidato do PSOL.

HR Multimídia

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Hélio Ricardo

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