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Quinta-feira, 23 de Julho 2026
Política

2026, TRUMP E O BOLSONARISMO

Coluna Wense, 19 de fevereiro de 2025

Marco Wense
Por Marco Wense
2026, TRUMP E O BOLSONARISMO
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A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), incluindo o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) como um dos participantes da tentativa de golpe de Estado, enterrou de vez qualquer possibilidade de torná-lo elegível no pleito de 2026. 

A lista de crimes cometidos pelo ex-chefe do Palácio do Planalto é extensa. Se condenado, as penas podem chegar a 43 anos de prisão. Ficar um bom tempo inelegível já é um inominável castigo. 

A tentativa de sabotar o Estado democrático de direito, jogando a Lei Maior na sarjeta, quando comparada com as provas da Polícia Federal de que Bolsonaro concordou com o diabólico plano para matar Lula, Geraldo Alckmin e Alexandre de Moraes, virou "café pequeno". 

A principal consequência política da irreversível inelegibilidade de Bolsonaro é o acirramento da disputa pelo espólio eleitoral do líder do PL. O pega-pega entre os presidenciáveis tende a ficar cada vez mais intenso com a proximidade do ano de 2026. 

O problema é que Bolsonaro não confia em nenhum presidenciável do campo da direita, incluindo aí o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). No núcleo duro do bolsonarismo a opinião que prevalece é a de que qualquer um deles, se tornando presidente da República, no outro dia já começa a trabalhar pelo segundo mandato (reeleição), dando um chega pra lá no "mito". 

O plano A do ex-morador do Alvorada é o filho e deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O plano B é a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O plano C fica por conta de um acidente de percurso, levando o bolsonarismo a apoiar outro nome. O vice seria indicação de Bolsonaro, que poderia ser o próprio Eduardo. 

A denúncia da Procuradoria-Geral da República foi manchete na imprensa internacional. Veja, caro e atento leitor, apenas uma do The Washington, sem dúvida a que mais chamou atenção: "Suposto complô incluía um plano para envenenar Lula e matar a tiros o ministro do Supremo Tribunal Federal". 

Pelo andar da carruagem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, uma espécie de guru do bolsonarismo, não vai querer se meter nesse imbróglio. Que cada um cuide do seu quintal.

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