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Sabado, 06 de Junho de 2026
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ELEIÇÕES 2026

União Brasil e PP rompem com governo Lula e anunciam apoio à anistia de Bolsonaro

Decisão marca nova fase na disputa política nacional e fragiliza a base governista no Congresso, com impacto direto na correlação de forças para 2026.

Mandato Bahia
Por Mandato Bahia
União Brasil e PP rompem com governo Lula e anunciam apoio à anistia de Bolsonaro
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A cena política em Brasília ganhou novos contornos nesta terça-feira (2), quando a federação União Progressista, formada pelos partidos União Brasil e PP, anunciou oficialmente sua saída do governo Lula (PT). A decisão, que vinha sendo debatida nos bastidores há semanas, inclui ainda o apoio formal a um projeto de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), cujo julgamento tem início nesta mesma data.

Com a medida, os ministros André Fufuca (Esporte), do PP, e Celso Sabino (Turismo), do União Brasil, terão de deixar seus cargos até o fim do mês. Ambos são deputados licenciados e haviam sido indicados ao governo como parte do acordo político costurado pelo Palácio do Planalto para ampliar sua base no Congresso.

Apesar do rompimento, nomes ligados às duas legendas devem permanecer em posições estratégicas. No União Brasil, o senador Davi Alcolumbre (AP) assegurou a manutenção de seus indicados, como Waldez Góes (Desenvolvimento Regional), Frederico de Siqueira Filho (Comunicações) e Lucas Felipe de Oliveira na presidência da Codevasf. Pelo lado do PP, o comando da Caixa Econômica Federal, sob Carlos Vieira, também será preservado por influência do deputado Arthur Lira (PP-AL).

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O movimento ocorre em meio a um clima de tensão crescente entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os dirigentes das siglas. Na semana anterior, Lula havia cobrado fidelidade política dos ministros do Centrão durante reunião ministerial, chegando a afirmar que quem não se sentisse confortável em defender o governo deveria se retirar. As declarações atingiram em cheio os presidentes das duas legendas, Antonio Rueda (União Brasil) e Ciro Nogueira (PP), e acirraram as divergências.

Além disso, Lula deixou claro seu distanciamento pessoal em relação aos dirigentes, afirmando que não tem amizade com Rueda e criticando o histórico político de Ciro Nogueira, ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro. O episódio gerou desconforto entre os parlamentares e acelerou a decisão pelo desembarque, apoiada também por ACM Neto, vice-presidente do União Brasil.

Nos bastidores, tanto Fufuca quanto Sabino tentaram evitar a saída, já que ambos alimentam planos de disputar o Senado em 2026 e contavam com apoio do presidente petista. No entanto, prevaleceu a estratégia das cúpulas partidárias de se alinhar cada vez mais à oposição e pavimentar apoio à candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) ao Palácio do Planalto.

Com a saída do União Brasil e do PP, a base governista sofre um enfraquecimento significativo. O número de deputados alinhados ao governo cai para 259, apenas dois a mais do que a metade da Câmara, tornando a relação do Executivo com o Congresso ainda mais instável e aumentando as dificuldades para aprovar pautas estratégicas.

O episódio evidencia como a disputa em torno da sucessão presidencial de 2026 já impacta diretamente o equilíbrio político em Brasília, reposicionando partidos-chave no tabuleiro e reduzindo a margem de manobra do presidente Lula no Congresso Nacional.

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FONTE/CRÉDITOS: Folhapress
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