A demissão de Daniela Lima da GloboNews, anunciada na segunda-feira (4), movimentou a internet no início da semana. O desligamento repentino da jornalista foi motivado por um levantamento feito pela própria emissora.
De acordo com informações da coluna F5, da Folha de S.Paulo, a cúpula da GloboNews encomendou uma pesquisa ao instituto Quaest. O estudo, apresentado aos espectadores no segundo trimestre de 2025, indicou que a emissora era percebida como um “canal de esquerda”, supostamente alinhado a partidos como PT e PSOL. Entre as perguntas do questionário, estava: “Você gosta da forma como os apresentadores se portam no ar?”.
Parte significativa dos assinantes demonstrou incômodo com discussões ao vivo e análises políticas carregadas de ironia por parte de alguns apresentadores e comentaristas.
O resultado da pesquisa teria causado desconforto nos setores de jornalismo da empresa, que optaram por realizar mudanças no quadro de profissionais. Internamente, Daniela Lima foi considerada a principal personificação desse estilo mais progressista e crítico, frequentemente apontado pelo público como “parcial”.
Além da postura no ar, também pesaram contra Daniela suas manifestações nas redes sociais, vistas por alguns como alinhadas a uma visão política específica.
Em sua despedida, a jornalista escreveu no Instagram:
“Deixo a GloboNews com a sensação de missão cumprida, cabeça erguida, sedenta pelos próximos desafios. Viva o novo.”
Em nota, a TV Globo informou que a saída de Daniela Lima, Eliane Cantanhêde e Mauro Paulino “faz parte do movimento permanente de renovação do quadro do canal”. A emissora agradeceu aos três pela parceria e contribuição na cobertura dos acontecimentos políticos.
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