A corrida ao Senado pela Bahia ganhou um novo episódio de embate político voltado à infraestrutura. Nesta quinta-feira (23), em entrevista à Rádio CBN Salvador, o candidato João Roma (PL) direcionou fortes críticas à atuação do ministro da Casa Civil e ex-governador da Bahia, Rui Costa (PT).
Para Roma, a gestão do petista em uma das pastas mais importantes do governo federal tem sido "inoperante" no que diz respeito ao avanço de obras estruturantes essenciais para o desenvolvimento do estado.
Frustração de Expectativas: Alinhamento sem Resultados?
O principal argumento de João Roma gira em torno da oportunidade política que a Bahia teve nos últimos anos. Segundo o candidato, havia uma grande expectativa de que a presença de Rui Costa no Palácio do Planalto, aliada ao fato de o governador do estado ser do mesmo partido (PT), aceleraria os investimentos na região. No entanto, ele afirma que o cenário na prática foi diferente.
“Rui Costa passou quatro anos na Casa Civil, com o presidente da República e o governador sendo do mesmo partido, e não conseguiu dar resultado. A Bahia continua esperando obras fundamentais para o seu desenvolvimento.” — João Roma, em entrevista à CBN Salvador.
O Mapa dos Gargalos: As Obras Citadas por João Roma
Para ilustrar suas críticas, o candidato do PL listou uma série de intervenções logísticas que, em sua avaliação, sofrem com atrasos injustificáveis. Os projetos afetam diretamente o escoamento da produção e a segurança dos motoristas.
Principais Obras Cobradas:
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BR-324: A rodovia, que é uma das principais artérias do estado, voltou a ser administrada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) após o fim da concessão da ViaBahia, mas segue sendo alvo de queixas sobre manutenção e melhorias.
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Duplicação da BR-101: Atrasos crônicos na ampliação da via, fundamental para o tráfego de cargas no litoral.
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Ponte sobre o Rio Jequitinhonha: Promessa antiga de infraestrutura na região sul do estado.
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Ligação entre as BRs 116 e 242: Intervenção em Rafael Jambeiro, apontada como vital para a logística da Bahia.
Sobre a ligação entre a BR-116 e a BR-242, Roma fez questão de destacar que o projeto já contava com estruturação e previsão de recursos no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, do qual foi ministro, mas lamentou que a obra não tenha saído do papel nos últimos quatro anos.
A Avaliação do Cenário Federal
Na visão de João Roma, o problema não foi a falta de influência baiana em Brasília, mas sim a ausência de prioridade governamental e de capacidade de execução. Ele argumenta que outros estados conseguiram avançar, enquanto a Bahia ficou estagnada em gargalos antigos.
“Não faltaram poder político nem espaço dentro do governo federal. O que faltou foi capacidade de transformar essa força em resultados concretos para os baianos. É isso que as pessoas percebem quando continuam encontrando rodovias precárias, obras paradas e promessas que nunca saem do papel.”
O embate em torno das rodovias (especialmente a transição da ViaBahia para o DNIT na BR-324) promete ser um dos temas mais quentes e disputados nos debates eleitorais deste ano, refletindo a insatisfação diária da população com a mobilidade no estado.

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