Aguarde, carregando...

Sábado, 29 de Agosto 2026
Eleições 2026

Flávio Bolsonaro Vê Vitórias de ACM Neto e Ciro Gomes como Estratégicas Contra Lula no Nordeste

Segundo aliados, candidato do PL orientou apoio às candidaturas oposicionistas na Bahia e no Ceará

Mandato Bahia
Por Mandato Bahia
Flávio Bolsonaro Vê Vitórias de ACM Neto e Ciro Gomes como Estratégicas Contra Lula no Nordeste
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O cenário eleitoral de 2026 desenha estratégias complexas e alianças táticas nos bastidores. De acordo com informações reveladas ao portal bahia.ba por um aliado próximo à família Bolsonaro, sob condição de anonimato, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, traçou uma diretriz para seus aliados na Bahia e no Ceará. A orientação é fazer "tudo o que for possível" para garantir as vitórias de ACM Neto (União Brasil) ao governo baiano e de Ciro Gomes (PSDB) ao governo cearense.

A aposta do candidato bolsonarista é que possíveis derrotas dos atuais governadores do PT — Jerônimo Rodrigues na Bahia e Elmano de Freitas no Ceará — representariam um enfraquecimento estratégico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesses estados, considerados redutos lulistas históricos.

1. A Lógica Estratégica: Focar no Segundo Turno

A avaliação do núcleo da campanha de Flávio Bolsonaro é que, se saírem vencedores, ACM Neto e Ciro Gomes teriam o poder político para afastar prefeitos dos interiores baiano e cearense da campanha de Lula em um provável segundo turno na disputa presidencial. Essa movimentação teria como objetivo direto diminuir a vantagem de votos que o petista historicamente obtém tanto na Bahia quanto no Ceará.

Publicidade

Leia Também:

2. A "Vistas Grossas" para o Voto Casado e o Fator João Santana

Devido a essa leitura estratégica, o Partido Liberal (PL) tem optado por "fazer vistas grossas" para os movimentos realizados por ACM Neto e Ciro Gomes em favor do voto casado com Lula em seus respectivos estados.

Tanto bolsonaristas, quanto carlistas (apoiadores de Neto) e ciristas (apoiadores de Ciro) compartilham da avaliação de que realizar uma campanha antilulista agressiva na Bahia e no Ceará poderia afundar as chances das candidaturas de oposição aos governos estaduais.

Marketing Compartilhado

Curiosamente, essa estratégia semelhante de campanha é comandada pelo mesmo marqueteiro: o jornalista baiano João Santana. Santana, que atuou na campanha presidencial vitoriosa de Lula em 2006, é agora o responsável por conduzir as estratégias de Neto e Ciro contra o PT.

Em território baiano, por exemplo, a campanha liderada por Santana tem contratado influenciadores digitais para declarar o chamado voto “Luleto”, uma soma dos nomes “Lula” e “Neto”. O objetivo central é evitar que a alta popularidade e a paixão lulista no estado se convertam em um voto automático em Jerônimo Rodrigues.

3. As Reações do PT: Monopólio da Imagem e Pecha de "Anti-Lula"

Essa estratégia da oposição tem sido alvo de denúncias na Justiça Eleitoral pelo PT. A legenda alega que Jerônimo Rodrigues é o único aliado formal de Lula no estado e, portanto, detém o monopólio da divulgação eleitoral da aliança com o presidente. O grupo de ACM Neto, por sua vez, rebate afirmando que o movimento “Luleto” é orgânico e popular.

Resposta na TV

Para barrar a estratégia da oposição e garantir a transferência de votos entre Lula e Jerônimo, o PT iniciou sua campanha eleitoral na TV focando em carimbar ACM Neto como “anti-Lula”.

A campanha governista busca relembrar antigas declarações e parcerias de Neto com bolsonaristas na Bahia, além de resgatar um episódio em que o candidato da oposição, há 20 anos, declarou que daria “uma surra” em Lula.

4. O Papel dos Bolsonaristas na Bahia

Ao mesmo tempo, os próprios bolsonaristas na Bahia buscam atuar de forma a não prejudicar a campanha de ACM Neto. A estratégia é deslocar a imagem da família Bolsonaro da figura do ex-prefeito de Salvador em grandes palanques, para não atrapalhar a campanha do União Brasil no estado.

O ex-ministro João Roma (PL), candidato ao Senado na chapa oposicionista, é um exemplo dessa tática. Ele tem evitado pedir votos para Flávio Bolsonaro explicitamente nos palanques de ACM Neto, abrindo exceções apenas em cidades das regiões oeste e sul do estado, onde o bolsonarismo possui maior receptividade.

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR