O presidente do PL na Bahia e ex-ministro da Cidadania, João Roma, reagiu nesta segunda-feira (19) às declarações do ministro da Casa Civil, Rui Costa, que atribuiu ao chamado “bolsonarismo” a criação de uma suposta “cultura de armas” no país e sugeriu relação entre esse fenômeno e o aumento da violência, inclusive contra mulheres.
Para Roma, a fala do ex-governador baiano representa uma tentativa de deslocar responsabilidades e ignorar problemas estruturais da segurança pública, especialmente na Bahia, governada pelo PT há mais de duas décadas.
Segundo o dirigente do PL, o partido do presidente Lula não teria legitimidade para apontar culpados diante do atual cenário de violência no estado. Ele citou o avanço do crime organizado, a atuação de facções e os elevados índices de homicídios como reflexo direto de sucessivas gestões petistas.
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“O PT governa a Bahia há mais de 20 anos e deixou o estado mergulhado na insegurança. É incoerente e contraditório tentar responsabilizar terceiros quando a própria gestão não conseguiu oferecer respostas efetivas à população”, afirmou Roma.
O ex-ministro também destacou que, durante o governo Jair Bolsonaro, o país registrou períodos de queda nos índices de homicídios, contrariando, segundo ele, a narrativa de que a flexibilização do acesso a armas teria ampliado a violência.
Ao comentar a situação da Bahia, Roma afirmou que o estado convive com uma das maiores taxas de criminalidade do país e com a presença constante de organizações criminosas em comunidades inteiras. Para ele, o discurso de Rui Costa desconsidera essa realidade e ignora os desafios acumulados ao longo de anos.
“Causa estranheza ouvir lições sobre segurança pública de quem governou um estado marcado por altos índices de violência. A população baiana convive diariamente com o medo e com a ausência de políticas eficazes”, declarou.
João Roma também contestou as declarações que associam o bolsonarismo ao crescimento da violência de gênero. Ele mencionou que, em 2024, já sob o atual governo federal, houve aumento nos registros de violência contra a mulher, defendendo que o debate seja feito com base em dados concretos e políticas públicas efetivas.
“Se o ministro deseja discutir segurança, que apresente resultados, números consistentes e ações reais, e não apenas discursos e acusações genéricas”, concluiu.
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