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Segunda-feira, 20 de Abril de 2026
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Denúncia de restrção ao atendimento religioso no Hospital Costa do Cacau gera polêmica

Família acusa hospital de barrar assistência religiosa; HRCC alega medidas de seguranç

Mandato Bahia
Por Mandato Bahia
Denúncia de restrção ao atendimento religioso no Hospital Costa do Cacau gera polêmica
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Um suposto caso de intolerância religiosa ocorrido no Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), em Ilhéus, sul da Bahia, tem gerado grande repercussão. Na última terça-feira (21), as irmãs Dalete e Josiane Santos denunciaram que um pastor foi impedido de visitar o pai delas, internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da unidade. O caso está sendo investigado pela polícia e pode resultar em uma ação judicial.

Entenda o Caso

João Soares Santos, de 72 anos, pai das irmãs, foi internado no HRCC no sábado (18) para a realização de uma cirurgia de amputação, necessária devido a complicações da diabetes. No entanto, na segunda-feira (20), o quadro de saúde de João se agravou, exigindo sua transferência para a UTI por problemas renais. Segundo as filhas, ao levarem um pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia para oferecer assistência espiritual ao pai, o acesso foi negado por uma psicóloga de plantão do hospital.

Diante da recusa, as irmãs procuraram a direção da unidade para relatar o ocorrido, mas não conseguiram contato. Elas, então, acionaram a Polícia Militar, que orientou o registro de uma queixa na 1ª Delegacia Territorial de Ilhéus. O caso segue sob investigação.

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As irmãs também baseiam sua argumentação na Lei Federal nº 9.982/2000, que garante a liberdade de crença e o direito ao atendimento religioso em ambientes de internação. Elas planejam buscar suporte judicial para assegurar esse direito ao pai.

Posicionamento do Hospital

Em nota oficial, o HRCC negou qualquer ato de intolerância religiosa, esclarecendo que as visitas foram temporariamente suspensas devido a uma situação grave envolvendo outro paciente na UTI. Segundo a unidade, o pastor não teve sua entrada proibida, mas apenas adiada por questões de segurança.

“O pastor não foi impedido de realizar a assistência religiosa, mas seu acesso foi adiado em virtude das circunstâncias. A equipe informou e orientou os familiares sobre a continuidade das visitas, reafirmando que a UTI é um ambiente de cuidados intensivos, sujeito a ajustes nas rotinas por questões de segurança dos pacientes”, informou o HRCC em nota.

O hospital também destacou que segue integralmente as diretrizes da Lei Federal nº 9.982/2000, mas reforçou que normas internas precisam ser respeitadas para preservar o bem-estar dos pacientes internados.

Reflexão e Debate

O caso levanta questionamentos importantes sobre o equilíbrio entre a liberdade religiosa e as normas de segurança em ambientes hospitalares. Enquanto a família busca garantir os direitos de João Soares, o hospital argumenta que as medidas tomadas visam proteger todos os pacientes. A investigação policial e possível intervenção judicial trarão mais esclarecimentos sobre os fatos e ajudarão a estabelecer o caminho a seguir.

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FONTE/CRÉDITOS: Camila Souza/GOVBA
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