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Segunda-feira, 09 de Marco de 2026
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ECONOMIA

Crise do cacau na Bahia inicia calendário 2026 das Câmaras Setoriais com foco na recuperação da cadeia produtiva

Reuniões virtuais reúnem governo, produtores e entidades para definir estratégias diante da queda superior a 80 por cento no valor da arroba

Mandato Bahia
Por Mandato Bahia
Crise do cacau na Bahia inicia calendário 2026 das Câmaras Setoriais com foco na recuperação da cadeia produtiva
Moises Schmidt / Acervo pessoal
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A forte retração no preço do cacau colocou o setor produtivo do sul da Bahia em estado de atenção e abriu oficialmente o calendário 2026 das Câmaras Setoriais do estado. Atualmente, a arroba é comercializada em torno de R$ 165, depois de ter ultrapassado R$ 1.000 em 2024. A queda acumulada em pouco mais de um ano supera 80 por cento e provoca impactos diretos na renda dos produtores.

O movimento de baixa ocorre após um período de valorização expressiva impulsionado por problemas de oferta global, especialmente em países africanos produtores. Com a recomposição da produção internacional e ajustes no mercado, os preços recuaram de forma acentuada.

Primeira reunião foca na cadeia do cacau

A abertura dos debates acontece na terça feira, das 9h às 12h, em formato virtual, com pauta voltada exclusivamente para a cadeia cacaueira. A programação segue ao longo da semana com discussões sobre sisal, dendê e citrus, ampliando o diálogo para outras culturas estratégicas da agropecuária baiana.

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Os encontros reúnem representantes do governo estadual, produtores rurais, cooperativas, entidades setoriais e integrantes da sociedade civil. O objetivo é construir propostas concretas para enfrentar o cenário de instabilidade e fortalecer a competitividade das cadeias produtivas.

Estratégias para enfrentar a crise

Entre os principais pontos da agenda estão medidas de controle de pragas, ampliação do uso de tecnologia no campo, acesso a crédito, agregação de valor e expansão de mercados internos e externos. A intenção é estruturar políticas públicas que reduzam os efeitos da volatilidade de preços e ampliem a sustentabilidade econômica do setor.

O secretário estadual da Agricultura, Pablo Barrozo, destacou que o fortalecimento das Câmaras Setoriais faz parte de um termo de cooperação firmado com a Fundação Luís Eduardo Magalhães. A iniciativa prevê a reestruturação e implantação de até 22 fóruns permanentes de debate em diferentes segmentos do agronegócio.

Espaço permanente de articulação

Coordenadas pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura, as Câmaras Setoriais funcionam como instâncias de diálogo contínuo entre poder público e setor produtivo. A proposta é acompanhar de forma sistemática os desafios do campo ao longo de 2026 e antecipar soluções para evitar impactos mais severos na economia rural.

No caso do cacau, a discussão ganha peso adicional por se tratar de uma cultura histórica e estratégica para o sul da Bahia, responsável por geração de empregos, renda e movimentação da economia regional.

 

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FONTE/CRÉDITOS: Pimenta
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