A decisão do senador Angelo Coronel de romper com a base do governo Jerônimo Rodrigues e se aproximar do campo oposicionista continua repercutindo no cenário político da Bahia. Para o deputado estadual Tiago Correia (PSDB), líder da minoria na Assembleia Legislativa, o movimento fortalece a oposição, mas exige cautela diante das consequências políticas e eleitorais que ainda estão em construção.
Na avaliação do parlamentar, a saída de Coronel não se resume a uma simples troca de partido. Trata-se de uma decisão que envolve família, base eleitoral e alianças consolidadas ao longo dos anos. Por isso, Tiago avalia que o senador tem adotado uma postura cuidadosa antes de definir seu novo destino partidário.
Segundo o líder da oposição, o próprio Coronel já sinalizou que conversa com diferentes legendas e que qualquer definição será tomada de forma coletiva, justamente para evitar prejuízos a aliados e pré-candidatos ligados ao seu grupo político. Nesse contexto, entram também os filhos do senador — o deputado estadual Ângelo Coronel Filho e o deputado federal Diego Coronel — ambos filiados ao PSD, cuja permanência no partido passou a ser colocada em dúvida.
Tiago Correia destaca que o momento é delicado, especialmente por se tratar de um período pré-eleitoral. Uma mudança precipitada, segundo ele, pode gerar impactos negativos em bases municipais e regionais, afetando projetos políticos em andamento. Por isso, defende que a transição seja feita com responsabilidade e leitura estratégica do cenário.
Do ponto de vista da oposição, entretanto, o deputado reconhece que a chegada de Angelo Coronel representa um reforço político relevante. Prefeitos e lideranças do interior já demonstram disposição em acompanhar o senador, ainda que o impacto eleitoral desse apoio só possa ser mensurado mais adiante. Para Tiago, o gesto contribui diretamente para fortalecer o projeto oposicionista liderado por ACM Neto.
Na avaliação do parlamentar, a maior consequência imediata do movimento ocorre dentro da base governista. O PSD, um dos principais pilares de sustentação do governo estadual, perde força política e eleitoral com a saída de Coronel. Tiago afirma que o Palácio de Ondina foi pego de surpresa e ainda demonstra dificuldade para reagir ao novo cenário.
Segundo ele, não apenas o governador Jerônimo Rodrigues, mas também deputados aliados mostram sinais de desorientação diante da ruptura. A movimentação, afirma, foi brusca e alterou rapidamente o equilíbrio de forças dentro da Assembleia Legislativa.
Tiago Correia conclui avaliando que a saída de Coronel marca o início de uma reorganização mais ampla no tabuleiro político da Bahia. A expectativa da oposição é de que novos nomes passem a migrar nos próximos meses, ampliando a bancada minoritária e aprofundando a crise na base governista rumo às eleições de 2026.
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