As eleições estaduais de 2026 se aproximam, e o cenário político se mostra dinâmico e incerto, especialmente para o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Liberal (PL). Pesquisas recentes indicam que ambos os partidos enfrentam desafios em consolidar suas bases nos estados, enquanto aliados de Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, demonstram força em alguns dos maiores colégios eleitorais do país.
Panorama Nacional: PT e PL Buscam Estratégias para o Congresso
Com as eleições se aproximando, PT e PL traçam estratégias para fortalecer suas bancadas no Congresso Nacional. A busca por alianças regionais com partidos de centro ganha destaque, visando palanques estaduais robustos e chapas competitivas para a eleição de deputados federais e senadores. A avaliação interna é que ampliar a presença no Legislativo será crucial para garantir a governabilidade a partir de 2027.
A Influência de Lula e Bolsonaro nos Estados
Lula e Flávio Bolsonaro estão atuando diretamente na formação das chapas estaduais. A eleição para o Senado é vista como estratégica em termos de governabilidade para o futuro presidente, e também porque somente os senadores detêm o poder de promover o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), uma das bandeiras da oposição.
O PT deve lançar candidatos próprios ao governo apenas nos estados onde já governa e buscará a reeleição, como na Bahia, Ceará e Piauí. Nas demais unidades da Federação, a prioridade é firmar alianças com siglas como PSD, MDB e PSB. Em Minas Gerais e São Paulo, Lula tem participação ativa nas decisões sobre os candidatos. O partido deve ter 12 candidatos nas disputas pelos governos estaduais. Na região Sul, o PT não terá candidato próprio, apoiando Juliana Brizola (PDT) no Rio Grande do Sul, Gervásio Merisio (PSB) em Santa Catarina e Requião Filho (PDT) no Paraná.
O PL, por sua vez, busca manter o governo de Santa Catarina com Jorginho Mello e avalia lançar candidaturas próprias no Rio Grande do Sul, com o deputado Zucco, e em Alagoas, com o prefeito de Maceió, JHC.
Cenários Estaduais em Destaque
São Paulo e Minas Gerais: Palanques de Flávio Bolsonaro Ganham Relevância
Em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aliado de Bolsonaro, lidera as pesquisas. Em Minas Gerais, Cleitinho (Republicanos), também ligado ao bolsonarismo, aparece à frente na disputa pelo governo. A forte presença de aliados de Flávio Bolsonaro nesses dois estados, que concentram o maior número de eleitores do país, é um fator importante a ser considerado.
Rio Grande do Sul: Polarização e Empate Técnico
No Rio Grande do Sul, o cenário replica a polarização nacional, com um empate técnico entre Juliana Brizola (PDT) e Luciano Zucco (PL).
Goiás: Daniel Vilela Lidera, Nomes do PT e PL Disputam Espaço
Em Goiás, o governador Daniel Vilela (MDB) lidera as pesquisas, enquanto a deputada federal Adriana Accorsi (PT) e o senador Wilder Morais (PL) buscam consolidar suas candidaturas.
Bahia e Pernambuco: Redutos Petistas com Expectativas de Bons Resultados
Na Bahia, Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT) lideram as pesquisas para o Senado. Em Pernambuco, Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT), ambos apoiados por Lula, também despontam como favoritos.
Ceará: Ciro Gomes e Elmano de Freitas em Disputa Acirrada
No Ceará, Ciro Gomes (PSDB) e Elmano de Freitas (PT) protagonizam uma disputa acirrada, com diferentes cenários dependendo dos nomes que estarão nas urnas.
Desafios e Incertezas no Horizonte
Apesar do bom desempenho nas pesquisas, aliados de Flávio Bolsonaro temem que ele não consiga sustentar o ritmo até as eleições. A alta taxa de eleitores dispostos a mudar de voto e o avanço de outros nomes à direita são fatores que geram preocupação. A comparação com candidaturas que começaram fortes e perderam fôlego na reta final das campanhas, como Ciro Gomes e Marina Silva, serve de alerta.
O cenário eleitoral de 2026 nos estados se mostra complexo e dinâmico, com incertezas para PT e PL e a ascensão de aliados de Flávio Bolsonaro em importantes colégios eleitorais. As estratégias de alianças, a força dos líderes nacionais e a capacidade de adaptação às mudanças no cenário político serão determinantes para o sucesso dos partidos e candidatos nas urnas.

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