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Política

PDT SEM RUMO

Coluna Wense, 21 de abril de 2025

Marco Wense
Por Marco Wense
PDT SEM RUMO
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O que se comenta nos bastidores, quando o assunto é o PDT, é que só tem uma maneira de evitar que a legenda integre a base aliada do governador Jerônimo Rodrigues (PT) : a candidatura de Bruno Reis ao governo da Bahia no pleito de 2026. 

Bruno Reis, do União Brasil, chefe do Palácio Thomé de Souza, tem dito, com muita veemência, que foi reeleito para governar Salvador até o último dia do mandato.

Convencer Bruno Reis a sair candidato a governador é uma missão muito difícil. Lembrando ao caro e atento leitor que a vice-prefeita Ana Paula Matos é do PDT. Assumiria o comando da prefeitura com a candidatura de Bruno. 

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O dilema de ACM Neto, se vai ou não disputar à sucessão de Jerônimo Rodrigues, deixando seus correligionários apreensivos e preocupados, é a causa principal de toda essa instabilidade política no oposicionismo, provocando o surgimento de várias especulações. 

Lideranças políticas do União Brasil, não só da Bahia como de outros estados, já começam achar que ACM Neto, vice-presidente nacional da legenda, pensa mais na sucessão presidencial do que na estadual, que não descartaria um convite do presidenciável Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, para ser o vice.

No staff político do chefe do Palácio dos Bandeirantes é unânime a opinião de que o vice de Tarcísio tem que ser do nordeste. O nome mais citado é o de ACM Neto, duas vezes prefeito de Salvador e ex-candidato a governador obtendo uma boa votação. 

Pesquisas de intenções de voto, mais próximas do pleito presidencial, apontando que Tarcísio tem chances de evitar a permanência do PT no poder maior da República, pode levar ACM Neto a abrir mão de ser o adversário da reeleição do governador Jerônimo Rodrigues.

O "hibridismo" político do PDT, com o pé esquerdo no governo do Estado e o direito na Prefeitura de Salvador, vem causando constrangimento na militância. 

Não é aconselhável no processo político servir a dois senhores simultaneamente. O tiro da indefinição, para muitos do pragmatismo, pode sair pela culatra. A desconfiança vem logo à tona, tanto de um lado como do outro.

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Marco Wense

Publicado por:

Marco Wense

Itabunense, Advogado e Articulista de Política

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