O deputado estadual Fabrício Pancadinha (Solidariedade) precisa sair do ambiente frio do gabinete, que deve ter um potente ar-condicionado, e ir para rua sentir o calor não só do clima como do eleitor.
Do contrário, sua reeleição para o Parlamento vai ficar complicada. Uma derrota pode significar o primeiro passo para um ponto final na vida pública.
Lembro ao caro e atento leitor que o prefeito Augusto Castro (PSD), detentor de uma poderosa "arma", a máquina pública, não vai medir esforços para evitar a recondução de Pancadinha à Assembleia Legislativa do Estado. Outro lembrete é que a primeira-dama, Andrea Castro (PSD), será candidata a deputada estadual.
Outro detalhe, não menos importante, que significa mais um problema para Pancadinha, é que uma enxurrada de candidatos de outras regiões vão fazer campanha em Itabuna. E com muito dinheiro. O faz-me rir vai correr solto, o que não é nenhuma novidade.
A impressão que começa a tomar conta do eleitor, principalmente de quem votou nele, não só para prefeito como para deputado, é de que Pancadinha está desanimado. Essa impressão, pelo andar da carruagem, vai terminar se transformando em uma inquestionável constatação.
Se Pancadinha deixar o "Pancada, Neles" na gaveta, mais especificamente em relação ao governo Augusto Castro, deixando de ser o principal opositor, protagonista das críticas, cedendo espaço para o médico Isaac Nery (PDT), vai ter dificuldade para se reeleger.
Concluo reafirmando que se Pancadinha não sair do gabinete e ir para rua, a rua é que vai tirar ele do gabinete. Fica o modesto conselho.

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