O que vem enterrando os partidos é o mandonismo dos dirigentes, que se acham donos da legenda. É o primeiro eu, depois eu também.
O vice-presidente do PSB de Salvador, Zulu Araújo, tem razão quando diz que a legenda caminha para um processo de "desintegração".
O desabafo do socialista veio logo após a desfiliação de Bebeto Galvão, que tem agora o PSD como seu novo abrigo partidário.
Esse desmoronamento atinge outras siglas. Em época de eleição toda articulação é feita para eleger o presidente estadual do partido, que se danem os "companheiros" também candidatos.
Quando o dirigente-mor ou a dirigente-mor não são postulantes a cargo eletivo, o trabalho é direcionado para a esposa, marido ou algum parente. Não por acaso que os candidatos são chamados de "bucha de canhão".
O mandonismo tem como maior aliado o ditado popular "farinha pouca, meu pirão primeiro".

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