O presidenciável Ronaldo Caiado, governador de Goiás, deixa o União Brasil e escolhe o PSD como seu mais novo abrigo partidário.
Vem logo à tona a seguinte pergunta: Como irá se comportar o senador Otto Alencar, presidente do PSD da Bahia, diante de uma eventual candidatura de Caiado à sucessão de Lula (PT)?
Otto anda dizendo que o PSD da Bahia tem total autonomia para conduzir o partido independente de uma decisão do comando nacional da legenda, que "o manda quem pode, obedece quem tem juízo", não funciona na Boa Terra.

Lembrando ao caro e atento leitor que Gilberto Kassab, comandante-mor do PSD, não anda nada satisfeito com a tal da chapa puro-sangue petista, com a defenestração do senador Angelo Coronel (PSD-reeleição) da majoritária da base aliada.
Otto só poderá seguir o caminho que achar mais conveniente para seus interesses políticos se tiver a permissão e o aval da Executiva nacional do PSD.
Concluo dizendo que qualquer ato de rebeldia de Otto, indo de encontro a uma decisão do PSD, pode ser configurado como infidelidade partidária.
O imbróglio na base aliada do lulopetismo da Bahia, com a filiação de Caiado ao PSD, vai ficar mais intenso e imprevisível.

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