Entrevistado hoje, sexta-feira (6), pela rádio Metropolitana FM, o ex-ministro Geddel Viera Lima cobrou do governador Jerônimo Rodrigues uma definição sobre à composição da majoritária da base aliada do lulopetismo da Boa Terra.
"Está na hora das crianças da quinta série saírem da sala e os adultos sentarem à mesa", disse Geddel. Obviamente se referindo a indicação do vice de Jerônimo, que busca o segundo mandato (reeleição) pelo PT.
Os "adultos" a que se refere Geddel, irmão do ex-deputado federal Lúcio Vieira Lima, presidente de honra do MDB, são as três principais lideranças do PT da Bahia: governador Jerônimo Rodrigues, senador Jaques Wagner e o ministro Rui Costa, chefe da Casa Civil do governo Lula 3.
A cobrança de Geddel tem sentido. Lembrando ao caro e atento leitor que Rui Costa trabalha para colocar Ronaldo Carletto, dirigente-mor do Avante, como vice do chefe do Palácio de Ondina, defenestrando o emedebista Geraldo Júnior, que quer permanecer como vice de Jerônimo.
Nos bastidores do MDB, longe dos holofotes e do povão de Deus, a unânime opinião é de que todo cuidado é pouco, usando como argumento à defenestração, sem dó e piedade, do senador Angelo Coronel da chapa governista.
E se os irmãos Vieira Lima forem derrotados na composição da majoritária? A pergunta já começa a circular nos gabinetes das lideranças políticas, até mesmo da oposição.
Geddel e Lúcio romperiam com o PT? Rompendo, iriam apoiar à candidatura de ACM Neto (União Brasil) ao governo do Estado, depois de tantas críticas ao ex-prefeito de Salvador?
E os prefeitos do MDB, tomariam o mesmo caminho dos irmãos Vieira Lima? Qual seria a posição do netismo com uma eventual vinda de Geddel e Lúcio para o oposicionismo?
Na dúvida, o melhor conselho para os irmãos Vieira Lima é chegar a um acordo com o PT, mesmo abrindo mão da indicação do vice do governador Jerônimo Rodrigues.
Na política, o recuo, em algumas situações, é muito melhor do que o enfrentamento. Não é covardia, é sabedoria.

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