Jabes Ribeiro, ex-deputado federal e ex-prefeito de Ilhéus, salvo engano por quatro mandatos, vem mantendo um silêncio ensurdecedor em relação a um acordo com o atual alcaide Valderico Júnior (União Brasil).
O secretário-geral do Partido Progressista (PP) prefere conversar com seus próprios botões ou com correligionários bem próximos, pessoas de sua inteira confiança.
O atual gestor da "princesinha do sul da Bahia" desdenhou o combinado com Jabes, que desistiu da pré-candidatura para apoiá-lo na sucessão de 2024, abrindo mão da indicação do vice para deixar o então candidato "mais à vontade".
No acordo, Cacá Leão, presidente do PP soteropolitano, seria o candidato de Valderico a deputado federal. Lembrando ao caro e atento leitor que a reunião aconteceu em Salvador com ACM Neto, Jabes Ribeiro, Cacá Leão e Valderico Júnior.
Jabes saiu do encontro dando como favas contadas o apoio de Valderico a Cacá Leão. Não passou pela cabeça do ex-gestor de Ilhéus o descumprimento do acordo, que teve ACM Neto como testemunha-mor.
Não à toa que sempre digo que o mundo da política é movediço, cruel e traiçoeiro, que os menos espertos dão beliscão em azulejo e com as unhas grandes.
Leur Lomanto Júnior, que foi eleito presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), vai ser o candidato de Valderico a deputado federal (reeleição).
Valderico deve alegar que o instituto da fidelidade partidária o impede de apoiar outro nome que não seja do União Brasil. Com efeito, não lembrou, ao fazer o dito acordo, que Cacá era do PP.
A última declaração de Jabes sobre o que foi acertado com Valderico Júnior é a prova inconteste da sua decepção com o prefeito: "Acordo é para ser cumprido. Acordo não cumprido é confiança abalada".
ACM Neto, vice-presidente nacional do União Brasil, pré-candidato a governador da Boa Terra, foge do assunto como o diabo da cruz.
"Não convidem para a mesma mesa Jabes Ribeiro e Valderico Júnior", diria o saudoso radialista itabunense e ex-vereador Roberto de Souza.

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