"Eu disse a meu pai que, em janeiro de 2027, ele irá pessoalmente subir aquela rampa do Planalto junto com o povo brasileiro", declarou o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre sua última conversa com o ex-morador do Palácio do Alvorada.
A declaração do número 1 só fez oxigenar a opinião de que o parlamentar, se eleito para o cargo mais cobiçado da República, vai jogar o preceito constitucional da independência dos Poderes na lata do lixo.
O alvo principal do filho mais velho de Jair Messias Bolsonaro é o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que decidiu pela inelegibilidade do ex-presidente em decorrência dos crimes praticados.
E é tudo para já, para janeiro de 2027. Flávio Bolsonaro considera como favas contadas sua eleição, que será o próximo presidente da República, o mandatário-mor do Brasil, que assim sendo terá o poder de interferir nas decisões da Justiça.
A ex-deputada federal Dayane Pimentel, que já foi a principal aliada de Bolsonaro no Nordeste, disse que a vitória do senador Flávio Bolsonaro "representaria o fim das liberdades democráticas no Brasil".

"Se a família Bolsonaro voltar ao poder, anotem: haverá uma ditadura. A justiça, a mídia, o mundo político, as pessoas, tudo será controlado", declarou a ex-parlamentar.
O staff político do pré-candidato Flávio Bolsonaro preferiu o silêncio diante das graves e preocupantes declarações da ex-bolsonarista.
Lembro ao caro e atento leitor que Dayane Pimentel era "gente da cozinha" da família Bolsonaro, da inteira confiança do clã, da intimidade, de uma relação bem próxima.

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