Bolsonaristas que fizeram Pix para ajudar Eduardo Bolsonaro a não passar "dificuldades" nos Estados Unidos passam a ser, inocentemente, cúmplices do tarifaço de 50% sobre os produtos brasileiros, que deve causar um prejuízo a muitos empresários - pequenos, médios e grandes - e ao pessoal do agronegócio, cuja maioria esmagadora votou no então candidato à reeleição Jair Messias Bolsonaro (PL).
Até as freiras do convento das Carmelitas sabem que as primeiras vítimas na queda nos lucros dos empresários são os empregados, aumentando assim o desemprego.

Investigação da Polícia Federal concluiu que os R$ 2 milhões enviados para o filho número 3 do ex-morador do Alvorada foram usados para oxigenar "as articulações nos Estados Unidos para que Donald Trump impusesse sanções ao governo brasileiro por causa da ação penal do golpe, na qual Bolsonaro é réu".
Os que agraciaram Eduardo Bolsonaro com um dindin, indiretamente participaram da decisão do tarifaço. Agora a Inês é morta. Não adianta chorar pelo leite derramado. Ele não retorna mais para o vasilhame. É só o caro e atento leitor substituir a palavra leite por dinheiro e vasilhame por bolso.
Com efeito, o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro conseguiu arrecadar a "irrisória" quantia de R$ 17 milhões. Isso mesmo, R$ 17 milhões dos apaixonados bolsonaristas. Que coisa, hein!
Se Otávio Mangabeira, que foi governador do Estado da Boa Terra, fosse vivo, usaria sua inesquecível frase "Pense num absurdo, na Bahia tem precedente". Era só trocar a Bahia pelo Brasil: "Pense num absurdo, no Brasil tem precedente".