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Quarta-feira, 15 de Abril de 2026
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Política

O ENTEADO E A MADRASTA

Coluna Wense, 25 de março de 2026

Marco Wense
Por Marco Wense
O ENTEADO E A MADRASTA
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Segundo o site Metrópoles, está em curso uma manobra para substituir o senador presidenciável Flávio Bolsonaro pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, ambos do PL.

O plano B seria Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo pelo Republicanos, que já declarou, em alto e bom som, que vai disputar a reeleição para o cobiçado comando do Palácio dos Bandeirantes.

O site diz que "aliados de Tarcísio de Freitas e de Michelle Bolsonaro nutrem uma esperança remota de que a prisão domiciliar leve o ex-presidente Jair Bolsonaro a desistir de lançar o filho Flávio ao Palácio do Planalto em 2026".

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Para o site, que tem privilegiadas e invejáveis fontes, o contato diário de Michelle com Bolsonaro pode convencer o marido a mudar de ideia, o que provocaria um gigantesco "fuzuê", como diz a expressão popular.

Não acredito nessa reviravolta. Ela só aconteceria se o filho primogênito do ex-morador do Alvorada estivesse em uma posição desconfortável nas pesquisas de intenções de voto, o que não é o caso.

Pesquisa da Atlas/Bloomberg, com resultado divulgado hoje, quarta (25), diz que Flávio venceria Lula no segundo turno do pleito presidencial: 47,6% versus 46,6%. O instituto ouviu 5.028 pessoas entre a última quarta-feira (18) e a segunda (23).

Como não bastasse, "a aprovação de Lula cai para 45,9% e a desaprovação sobe a 53,5%. A avaliação positiva do governo recuou para 40,6%, enquanto a percepção negativa avançou para 49,8%".

A "alegria" do lulopetismo fica por conta do primeiro turno, com Lula com 45,9% e Flávio com 40,1%, mas com a inclusão de Ronaldo Caiado (União Brasil), governador de Goiás, e Romeu Zema (Novo), governador de Minas, com respectivamente 3,7% e 3,1%.

Diria que a maioria esmagadora do eleitorado de Caiado e Zema, com uma eventual desistência de um ou de outro, votaria em Flávio Bolsonaro, o que seria o "voto útil" antipetista. Essa modalidade de voto costuma definir uma eleição.

O percentual de votos em Michelle e Tarcísio é praticamente o mesmo de Flávio, tanto no primeiro turno quanto na segunda etapa eleitoral.

Concluo dizendo que Michelle Bolsonaro vem dando claros sinais de que não ficou nada satisfeita com a decisão de Bolsonaro de apoiar Flávio.

Com efeito, a frieza de Michelle com a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro salta aos olhos, que não precisam ser do mesmo tamanho e arregalados como os da coruja.

Agora é esperar se o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, hoje em prisão domiciliar, vai ceder aos apelos da ex-primeira-dama, madrasta do enteado Flávio Bolsonaro.

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Marco Wense

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Marco Wense

Itabunense, Advogado e Articulista de Política

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