Já vem a Coluna Wense novamente comentando sobre a majoritária puro-sangue idealizada pelo senador Jaques Wagner (PT-reeleição). É o que passa pela minha cabeça quando converso com meus próprios botões.
Será que o caro e atento leitor já cansou da análise em relação ao imbróglio em torno da composição da chapa 100% petista, também rotulada de "chapa da soberba"?
Não tem como deixar de comentar um assunto que vem tendo desdobramentos dia a dia, que pode definir os resultados do pleito de 2026, mais especificamente no tocante à sucessão do governador Jerônimo Rodrigues, que quer igualar seu currículo político ao de Wagner e Rui Costa: duas vezes chefe do cobiçado Palácio de Ondina.

Venho dizendo há muito tempo que o senador Angelo Coronel (PSD), cuja candidatura à reeleição é assentada no mesmo argumento de Wagner, o da naturalidade, tem que colocar às barbas de molho. É um olho no padre, outro na missa, como diz o ditado popular. Lembrando que essa missa tem dois "padres:" padre Wagner e padre Rui.

Já passou da hora do Coronel exigir uma posição mais firme do também senador Otto Alencar, presidente estadual do PSD, que parece frio com o pega-pega na formação da majoritária depois que o filho, o deputado federal Otto Alencar Filho (PSD), foi indicado para o Tribunal de Contas do Estado (TCE) com o entusiasmado apoio de Jerônimo Rodrigues.
Concluo dizendo ao Coronel que a política não costuma socorrer os que dormem. Depois não adianta chorar o leite derramado. Ele não retorna para o "vasilhame" do movediço, cruel e traiçoeiro mundo da política.

Os olhos do Coronel têm que lembrar os da coruja, grandes e arregalados. Ficar direcionados para os "padres" Jaques Wagner e Rui Costa. Pelo andar da carruagem, também em Otto Alencar.

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