O Brasil se afunda no lamaçal da irresponsabilidade, em uma preocupante crise institucional, com os Poderes da República se engalfinhando entre si.
Estão jogando o preceito constitucional da harmonia e independência entre os Poderes, artigo 2° da Lei Maior, uma das vigas que sustenta o Estado Democrático de Direito, na lata do lixo.

O pega-pega envolvendo o Executivo, Legislativo e Judiciário é cada vez mais escancarado. Muitas vezes até de baixo nível. O imprescindível respeito entre os Poderes desapareceu, sucumbiu na fétida lama.
O exemplo mais recente da bagunça institucional envolve o STF e o Congresso Nacional, mais especificamente à Câmara dos Deputados.
Veja, caro e atento leitor, a manchete da edição de ontem, terça, 16 de dezembro de 2025, da Folha de São Paulo: "Congresso ignora transparência de emendas parlamentares imposta pelo STF e mantém R$ 1 bilhão com padrinho oculto".
Padrinho oculto? Que me desculpe o caro leitor, mas não tem como não dizer PQP. O dinheiro vem dos cofres públicos. A prestação de contas tem que ser rígida, centavo por centavo. Tem que dar o nome do "padrinho oculto".
Que coisa, hein! Como não bastassem o orçamento secreto e as emendas Pix, tem agora o "padrinho oculto". Se minha saudosa vovó Nair fosse viva, diria que só uma surra de cansanção na bundinha desses parlamentares. E do jeito que ela veio ao mundo.
Os evangélicos, sejam batistas, pentecostais ou de qualquer segmento religioso, quando questionados sobre o imbróglio entre os Poderes, costumam dizer que "só Deus na causa".
O pior é que os homens de bem estão se afastando da política, fugindo dela como o diabo da cruz. Alguns chegam a lembrar do ditado popular "quem com porcos se mistura, farelos come".
E assim caminha a República Federativa do Brasil.
Comentários: