O lulopetismo, através de suas principais lideranças, acha que a rapidez com que o ministro Alexandre de Moraes (STF) vem conduzindo o julgamento da tentativa de golpe de Estado visa o objetivo de dar mais tempo para que a direita se reorganize para a disputa do pleito presidencial de 2026.
Essa ala do lulopetismo entende que o grande beneficiado com a celeridade no julgamento é o chamado "Grupo dos 5", composto pelos governadores-presidenciáveis que se identificam com o campo ideológico da direita.
O "Grupo dos 5" tem Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ratinho Júnior (PSD-Paraná), Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), Romeu Zema (Novo-MG) e Eduardo Leite (PSD-RS). Todos se autointitulando como postulantes ao cargo mais cobiçado da República.
Se Alexandre de Moraes, que foi indicado para a Alta Corte pelo então presidente Michel Temer, conduzisse o julgamento com lentidão, o PT iria criticar, já estaria preparando algumas narrativas e insinuando algumas maldades contra o ministro-relator da trama golpista.
O lulopetismo que defende um julgamento mais lento, quer ver o inelegível Bolsonaro "sangrando" dia a dia, com cada dia com sua agonia.
Esse pega-pega em torno do julgamento de Bolsonaro é mais um argumento de que é preciso dar um basta, colocar um ponto final nessa odienta polarização lulismo versus bolsonarismo, sob pena do sonho de um Brasil digno do povo brasileiro virar um gigantesco pesadelo.