"Muitos deputados consideram que o baiano Leo Prates (Republicanos) caiu num verdadeiro "esparro" ao ser escolhido e a aceitar relatar a PEC do fim da escala 6x1". (Radar do Poder, por Raul Monteiro, edição de 29 de abril de 2026).
Os parlamentares são da opinião que Leo pode se sair muito bem ou o tiro sair pela culatra, o que respingaria na campanha do aliado ACM Neto (União Brasil), candidato do oposicionismo à sucessão do governador Jerônimo Rodrigues (PT-reeleição).

Abro um parêntese para dizer que sou leitor assíduo do conceituado jornalista Raul Monteiro, que faz um trabalho assentado nos fatos políticos e não no disse-me-disse. Suas análises merecem uma atenção especial.

Eu acho que Leo Prates como relator da PEC 6x1 não vai causar problema para ACM Neto em decorrência da sua ligação com o amigo de infância. Com efeito, o ex-prefeito de Salvador é considerado o "criador político" de Leo.
O lulopetismo da Bahia tem a missão de oxigenar a estratégia de que ACM Neto é contra a diminuição da jornada de trabalho, que tem na majoritátia João Roma, postulante ao Senado pelo PL, legenda que defende ardorosamente a escala 6x1.
Lembrando ao caro e atento leitor que a Proposta de Emenda à Constituição tem o apoio de mais de 70% do eleitorado, segundo recentes pesquisas.
O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foge do assunto da discussão da proposta 6x1 como o diabo da cruz. Por que? Perguntaria o caro e atento leitor. É o se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. O enteado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não pode ir de encontro as principais lideranças de sua legenda, que são contrárias a diminuição da jornada de trabalho, e muito menos o apoio popular à proposta de emenda constitucional.
Outro lembrete é que Flávio, de olho na ajuda financeira dos megaempresários da Faria Lima, não quer aborrecê-los. Como não bastasse o PL ter milhões dos fundos partidário e eleitoral, muito dinheiro dos cofres públicos para gastar na eleição, principalmente no pleito presidencial, quer mais e mais. O liberais são insaciáveis.
Concluo dizendo que Leo Prates como relator, e já demonstrando que é contra a escala 6x1, sendo muito próximo de ACM Neto e de sua inteira confiança, pode freiar a estratégia do PT de que o ex-gestor soteropolitano é "inimigo do trabalhador".
Portanto, discordo dos deputados que acham que Leo Prates, comandando a relatoria da PEC 6x1, é um "esparro" para à candidatura de ACM Neto ao cargo mais cobiçado do Poder Executivo estadual.

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