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Sexta-feira, 06 de Novembro 2026
Política

JERÔNIMO, A MAJORITÁRIA E O CONSELHO POLÍTICO

Coluna Wense, 2 de março de 2026

Marco Wense
Por Marco Wense
JERÔNIMO, A MAJORITÁRIA E O CONSELHO POLÍTICO
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"Estamos dialogando com o centro da política, o meu conselho político", declarou o governador Jerônimo Rodrigues (PT-reeleição) sobre a composição da majoritária da base aliada. 

O chefe do Palácio de Ondina disse que tudo será resolvido no mês de março, sinalizando que a solução do imbróglio será coletiva, envolvendo os partidos que dão sustentação política ao governo. 

Em conversas reservadas, com correligionários mais próximos, Jerônimo se mostrou bastante irritado com o senador Jaques Wagner, companheiro de legenda. O ex-governador andou nomeando a chapa por conta própria. 

Ora, ora, até as freiras do convento das Carmelitas sabem que a majoritária é a mesma de Wagner. Essa conversa de conselho político é só um verniz democrático. 

Jerônimo, que busca legitimamente seu segundo mandato, não iria criar um problema com Wagner e, muito menos, com o MDB dos irmãos Vieira Lima, Lúcio, presidente de honra do emedebismo da Boa Terra, e Geddel. 

A única mudança que poderia ser diferente dos nomes indicados por Wagner seria na vice, com a defenestração de Geraldo Júnior (MDB). Acho que o governador não teria essa coragem.

Nos bastidores do staff político jeronista, longe dos holofotes e do povão de Deus, a opinião que prevalece é a de que o melhor vice de Jerônimo seria o empresário Ronaldo Carletto, dirigente-mor do Avante. 

O MDB indicaria o vice-governador Geraldo Júnior para ser o suplente do senador Jaques Wagner, que faria a mesma proposta que fez para Angelo Coronel, dividindo o mandato de oito anos. 

O problema é que qualquer solução boa para Wagner é ruim para o ministro Rui Costa, cujo relacionamento político é o pior possível, e já vem de muito tempo. O que existe entre os dois ex-governadores é muito teatro. 

Seria uma grande surpresa se Jerônimo Rodrigues tomasse uma decisão que contrariasse o senador Jaques Wagner, que tem o controle da executiva estadual do PT. 

Agora é esperar o fim do mês de março. O conselho político não terá influência nenhuma na decisão do governador Jerônimo Rodrigues. Diria que a majoritária de Wagner está escrita nas estrelas.

HR Multimídia

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Hélio Ricardo

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