Eles são assim, debochados e irônicos. Agem com sarcasmos, com a frieza da temperatura da barriga da lagartixa.
Ao ser questionado sobre as chamadas "emendas Pix", com o repasse de R$ 3,6 milhões para a Igreja Batista da Lagoinha, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, debochou: "Continuarei doando".
O que o senhor Viana deveria fazer era cobrar da sua igreja a prestação de contas do dinheiro das emendas, o que fizeram com os R$ 3,6 milhões, já que os recursos, no período de 2019 e 2025, estão sob fortes suspeitas de irregularidades.
Mas não. O senhor Carlos Viana preferiu a ironia, o sarcasmo: "Continuarei doando", como se o dinheiro público fosse privado.
Lembrando ao caro e atento leitor que o pastor da igreja era Fabiano Zettel. E quem é Zettel? É cunhado do presidiário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, protagonista do escândalo que caminha para ser o maior da história da República brasileira.
Um escândalo que atinge muito "peixe graúdo", tanto da direita como da esquerda, que disputam o "troféu" de quem é menos corrupta.
Quem vai ser irônico agora sou eu, dizendo que não há como saber quem vai ganhar esse "troféu", já que não existe um, digamos, "corruptômetro".
A pergunta é só uma: Por que não prestam contas dos R$ 3,6 milhões? Quem não deve, não teme, diz o ditado popular.
Eles são assim: debochados, irônicos e sarcásticos.

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