O trio é de políticos destemidos. Levar desaforos para casa, jamais. É o bateu, levou. A resposta na ponta da língua, que o diga o então presenciável Fernando Henrique Cardoso (PSDB) no frente a frente com Brizola.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-reeleição) não tem sequer a metade da coragem de Brizola, ACM e Ciro, muito menos a competência. Portanto, o melhor conselho é dizer um "não" aos convites que vão surgir.
Lembrando ao caro e atento leitor que o debate será na base do 5 versus 1. Todos contra o petista-mor: Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).
Outro lembrete é que Marçal, que já descartou qualquer tipo de ataque ao número 1, disse que o alvo principal é Lula. Marçal entrou com um pedido no TSE para reverter sua inelegibilidade. Se aceito, possibilidade muito remota, diria remotíssima, o 5x1será substituído pelo 6x1.
O polêmico Pablo Marçal é aquele que foi condenado por ter afirmado que Fernando Haddad usava drogas. É aquele que tomou uma cadeirada do jornalista Datena no então debate entre os candidatos a prefeito de São Paulo.
Se não houver uma mudança no formato dos debates, qualquer um postulante que tivesse na posição de Lula não toparia o frente a frente.
Quem deveria ir ao debate é Flávio Bolsonaro, já que todos os outros "adversários" são bolsonaristas, estarão lhe apoiando em um provável segundo turno.
Concluo dizendo que o problema do primogênito de Jair Messias Bolsonaro não é o mesmo de Lula. A preocupação-mor do bolsonarismo é com a falta de preparo, com a escassez de conteúdo, o zero à esquerda quando o assunto é economia
O desafio do 5x1 (ou do 6x1) não é para qualquer um. Ele seria aceito, sem pestanejar, de pronto, sem oba-oba, por Leonel Brizola, Antônio Carlos Magalhães e Ciro Gomes.
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