Não acredito que o senador Otto Alencar, dirigente-mor do PSD, fique do lado do PT em detrimento do também senador Angelo Coronel, companheiro de partido que busca sua legítima reeleição, assentada no argumento que é o mesmo de Jaques Wagner: o da candidatura natural.
A impressão que vai ficando é que o lulopetismo não está levando a sério o Coronel. Lembro ao caro e atento leitor que o senador não é de levar desaforo para casa, como diz o ditado popular.
Quem anda preocupado com a soberba do PT, querendo impor uma majoritária puro-sangue, 100% petista, é o governador Jerônimo Rodrigues, postulante a um segundo mandato, a permanecer no comando do cobiçado Palácio de Ondina por mais quatro anos.
Será que o lulopetismo da Boa Terra não sabe que à reeleição de Jerônimo depende do apoio do PSD? Até as freiras do convento das Carmelitas sabem que o PSD é imprescindível para que o PT continue no poder maior da Bahia.

Se a defenestração do Coronel da majoritária for efetivada, muitos prefeitos do PSD ligados ao senador vão se rebelar, tomando o mesmo caminho do parlamentar: o do rompimento com a base aliada.
O chega pra lá no Coronel, que não é nenhum menino amarelo, será motivo suficiente para justificar uma debandada dos alcaides para a oposição, oxigenando o sonho de ACM Neto: ser governador da Bahia.
Governo com preocupante rejeição não pode dar-se ao luxo de tratar seus correligionários com desdém e, muito menos, uma legenda da importância do PSD.
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