O senador Angelo Coronel, ainda filiado ao PSD, já definiu que vai revelar seu novo abrigo partidário a partir do dia 25 deste mês de fevereiro, que tem o carnaval como principal evento.
O óbvio ululante é que o próximo partido do Coronel seja de oposição ao lulopetismo. Não teria cabimento ir para uma sigla da base aliada do governador Jerônimo Rodrigues (PT), pré-candidato a um segundo mandato, via instituto da reeleição.
São quatro opções: União Brasil, Republicanos, PSDB e PL. Do quarteto, o União Brasil, que tem ACM Neto como filiado mais importante, é o caminho mais provável do Coronel. O plano B seria o Republicanos, o PSDB logo em seguida e depois o PL.
Lembrando ao caro e atento leitor que João Roma, dirigente-mor do Partido Liberal, pretende disputar o Senado na majoritária encabeçada pelo ex-prefeito de Salvador.
Outro ponto é que o PL é a sigla do ex-presidente Bolsonaro, o que levaria a legenda a pressionar o Coronel a dar uma declaração pública de apoio ao senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-morador do Palácio do Alvorada.
Essa identificação com o bolsonarismo, mais especificamente com o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, não seria bom. O melhor conselho é o Coronel buscar sua reeleição sem uma vinculação direta com o lulismo e bolsonarismo, buscando o voto de simpatizantes de Lula e de Bolsonaro.
Se tiver que fazer alguma crítica, que faça em relação ao governo estadual. O discurso de que foi traído também funciona. É um chamariz de votos, uma "isca" para atrair os eleitores indecisos.

O saudoso e inesquecível Leonel de Moura Brizola dizia que "a política ama a traição e odeia o traidor". Brizola faz muita falta.

Comentários: