E agora, senador-presidenciável Flávio Bolsonaro? Qual é mesmo sua sincera opinião sobre a proposta que criminaliza a misoginia?
A proposta, que foi aprovada pelo Senado, com 67 votos a favor e nenhum contra, diz que a misoginia é qualquer "conduta que exteriorize ódio ou aversão às mulheres".
Falo de posicionamento sincero e não de demagogia em decorrência de que as pesquisas vêm apontando que 54% das mulheres acham que a eleição do filho do ex-presidente Bolsonaro "é a que mais preocupa".
Lembrando ao caro e atento leitor que dados do TSE de 2024 concluíram que as mulheres representam 52% do universo de eleitores no País. A força feminina pode decidir o pleito presidencial.
Flávio Bolsonaro, de olho nas pesquisas, acabou comprando uma "briga" com seus colegas de partido, o PL, abrigo partidário do pai Bolsonaro e da madrasta Michelle Bolsonaro, que já deu claros sinais que não tem um bom relacionamento com o enteado.
E a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que comanda o PL Mulher, o que acha do projeto que coloca a misoginia como formas de preconceito? Vai fazer algum pronunciamento ou optar pelo silêncio conivente?
Veja o que diz o "mito" Nikolas Ferreira (PL), deputado federal pelo Estado de Minas Gerais, sobre a proposta: "Inacreditável é a palavra. Amanhã começa o trabalho para derrubar essa aberração que foi aprovada no Senado".
E Eduardo Bolsonaro, filho número 3, hoje morando nos Estados Unidos? Fica dizendo que querem "transformar a direita em um movimento feminista radical". Eduardo Bolsonaro é aquele que vibrou com a taxação de 50% dos EUA sobre os produtos brasileiros.
Que coisa, hein! O machismo bolsonarista continua a todo valor. O que surpreende é que ainda tem muitas mulheres cegamente adeptas do bolsonarismo.

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