Segundo correligionários bem próximos de Bolsonaro, o ex-presidente entra em pânico toda vez que escuta a palavra Papuda.
O principal medo de Jair Messias Bolsonaro é não receber um tratamento respeitoso por parte dos outros presos.
O inferno astral continua: a cúpula militar comunicou ao STF que não quer Bolsonaro detido no quartel. Assim que soube da condenação, Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados, declarou que "a anistia não tem previsão de pauta nem de relator".
Ora, ora, Motta não vai se indispor com a instância máxima do Poder Judiciário por causa de Bolsonaro. É desaconselhável parlamentar criar atrito com a Alta Corte.
Lembrando ao caro e atento leitor que David Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado, não quer nem ouvir falar do projeto de anistia. Alcolumbre tem um bom relacionamento político com o petista-mor, obviamente que me refiro a Luiz Inácio Lula da Silva, chefe do Palácio do Planalto.
O voto do ministro Alexandre de Moraes, agora protagonista-mor do "quem ri por último, ri melhor", provocou um alvoroço no tarcisismo, corrente política que quer Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, como o candidato da direita no pleito presidencial de 2026, herdeiro do espólio eleitoral do seu criador político.
Pelo andar da carruagem, a família Bolsonaro, mais especificamente Eduardo Bolsonaro, filho número 3 do ex-presidente, vai ter que engolir Tarcísio, que é único pré-candidato da direita com chance de evitar o quarto mandato de Lula.
Já disse aqui, por diversas vezes, que o clã familiar de Bolsonaro não confia no chefe do Palácio dos Bandeirantes. Mas vai ter que apoiá-lo. Tarcísio já prometeu indultar o ex-presidente se for eleito.
Com efeito, o staff político de Tarcísio de Freitas, dando a condenação de Jair Messias Bolsonaro como favas contadas, já discute o nome do melhor vice para o gestor do Estado que tem o maior colégio eleitoral.
Já há uma parte significativa do bolsonarismo dizendo que Bolsonaro estaria arrependido por ter alimentado a trama golpista, que tomou o caminho errado. Agora Inês é morta, como diz o ditado popular.