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Terça-feira, 21 de Julho 2026
Política

ARREPENDIMENTO TARDIO

Coluna Wense, 10 de setembro de 2025

Marco Wense
Por Marco Wense
ARREPENDIMENTO TARDIO
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Segundo correligionários bem próximos de Bolsonaro, o ex-presidente entra em pânico toda vez que escuta a palavra Papuda. 

O principal medo de Jair Messias Bolsonaro é não receber um tratamento respeitoso por parte dos outros presos. 

O inferno astral continua: a cúpula militar comunicou ao STF que não quer Bolsonaro detido no quartel. Assim que soube da condenação, Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados, declarou que "a anistia não tem previsão de pauta nem de relator".

Ora, ora, Motta não vai se indispor com a instância máxima do Poder Judiciário por causa de Bolsonaro. É desaconselhável parlamentar criar atrito com a Alta Corte. 

Lembrando ao caro e atento leitor que David Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado, não quer nem ouvir falar do projeto de anistia. Alcolumbre tem um bom relacionamento político com o petista-mor, obviamente que me refiro a Luiz Inácio Lula da Silva, chefe do Palácio do Planalto.

O voto do ministro Alexandre de Moraes, agora protagonista-mor do "quem ri por último, ri melhor", provocou um alvoroço no tarcisismo, corrente política que quer Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, como o candidato da direita no pleito presidencial de 2026, herdeiro do espólio eleitoral do seu criador político. 

Pelo andar da carruagem, a família Bolsonaro, mais especificamente Eduardo Bolsonaro, filho número 3 do ex-presidente, vai ter que engolir Tarcísio, que é único pré-candidato da direita com chance de evitar o quarto mandato de Lula.

Já disse aqui, por diversas vezes, que o clã familiar de Bolsonaro não confia no chefe do Palácio dos Bandeirantes. Mas vai ter que apoiá-lo. Tarcísio já prometeu indultar o ex-presidente se for eleito. 

Com efeito, o staff político de Tarcísio de Freitas, dando a condenação de Jair Messias Bolsonaro como favas contadas, já discute o nome do melhor vice para o gestor do Estado que tem o maior colégio eleitoral.

Já há uma parte significativa do bolsonarismo dizendo que Bolsonaro estaria arrependido por ter alimentado a trama golpista, que tomou o caminho errado. Agora Inês é morta, como diz o ditado popular.

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