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Sexta-feira, 06 de Novembro 2026
Política

ANTES JULGADOR, AGORA SENDO JULGADO 

COLUNA WENSE, QUINTA-FEIRA, 6 DE JUNHO DE 2024. 

Marco Wense
Por Marco Wense
ANTES JULGADOR, AGORA SENDO JULGADO 
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Duas expressões populares encaixam perfeitamente no comentário de hoje. Elas têm o mesmo sentido. Cabe ao caro e atento leitor escolher entre "Quem te viu, quem te vê" e "Quem era Naninha". 

O personagem é o mesmo, se trata de Sérgio Moro, hoje senador pelo União Brasil, que já se acostumou a ser réu e pedir arrego a quem está lhe processando. 

Moro andou dizendo que compraria um habeas corpus de Gilmar Mendes, insinuando que o ministro do Supremo Tribunal Federal, instância maior do Poder Judiciário, vende suas sentenças. 

Moro, que já foi bolsonarista, depois antibolsonarista e voltou a ser bolsonarista, pode ser condenado por crime contra a honra e, como consequência, a perda do mandato. A Primeira Turma do STF acatou, por unanimidade, a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). 

Moro fica agora dizendo que tudo não passou de uma brincadeirinha. "Meu cliente fez uma brincadeira falando sobre a eventual compra da liberdade, uma brincadeira de festa junina", declarou o advogado do parlamentar. 

Aquele Sérgio Moro, então juiz da Lava Jato, que terminou virando um invejável "cabo eleitoral" da candidatura de Jair Messias Bolsonaro à presidência da República, sucumbiu. 

A contrapartida pelo reconhecimento de que a atuação do juiz Sérgio Moro na Lava Jato foi importante para a eleição de Bolsonaro, robustecendo o antipetismo, fez o eleito chefe do Palácio do Planalto o convidar para ser ministro da Justiça e da Segurança Pública. 

Moro, sem pestanejar, todo orgulhoso, com a vaidade saltando aos olhos e já de olho na próxima sucessão presidencial, dando portanto um chega pra lá na reeleição do "mito", aceitou o convite. Deu no que deu : brigou com o chefe e terminou saindo pela porta do fundo do ministério. 

Sérgio Moro julgador, depois de tanta empáfia e arrogância, se achando superior a tudo e a todos, passou a ser julgado. 

Não sei como ficou a escolha do caro e atento leitor. A modesta Coluna Wense optou pelo ditado popular do "quem te viu, quem te vê".

HR Multimídia

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Hélio Ricardo

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