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Política

ACM NETO, FLÁVIO BOLSONARO E A SUCESSÃO ESTADUAL

Coluna Wense, 1 de março de 2026

Marco Wense
Por Marco Wense
ACM NETO, FLÁVIO BOLSONARO E A SUCESSÃO ESTADUAL
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Quem acompanha a Coluna Wense sabe que venho dizendo que ACM Neto vai precisar de muito jogo de cintura em relação ao senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL). 

ACM Neto, vice-presidente nacional do União Brasil, pré-candidato à sucessão do governador Jerônimo Rodrigues (PT-reeleição), sabe que a presença de Flávio Bolsonaro na sua campanha pode prejudicar sua caminhada rumo ao Palácio de Ondina. 

ACM Neto quer os votos dos bolsonaristas sem a presença do número 1 do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro. É desaconselhável colar sua imagem a do filho mais velho do ex-mandatário-mor do Brasil. 

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Lembrando ao caro e atento leitor que recentes pesquisas apontam que a rejeição ao ex-morador do Alvorada continua alta, principalmente em Salvador.

E aí cabe a pertinente e oportuna pergunta: Como vai reagir João Roma a um desdém de ACM Neto com a candidatura de Flávio Bolsonaro? Roma é postulante a uma vaga no Senado na majoritária encabeçada por ACM Neto, ex-prefeito de Salvador por dois mandatos. O ex-ministro de Bolsonaro é o presidente estadual do PL, abrigo partidário de Flávio e do "mito". 

Salta aos olhos que Flávio Bolsonaro vai atribuir a João Roma à missão de convencer ACM Neto a ser mais bondoso com sua pré-candidatura, já que o União Brasil caminha para não ter presidenciável. 

ACM Neto tem pela frente o desafio de ter os votos do bolsonarismo sem criar nenhum tipo de atrito com Flávio Bolsonaro. É um olho no padre, outro na missa. 

Flávio Bolsonaro só espera o momento certo para cobrar de João Roma uma posição de ACM Neto sobre sua pré-candidatura no pleito presidencial de 2026. 

Outro dilema para ACM Neto é sobre o fim da escala 6x1, com o trabalhador tendo dois dias de descanso, sábado e domingo. É contra ou a favor? Lembrando que o União Brasil já trabalha para derrubar a proposta de acabar com a escala 6x1. 

Aderir à candidatura de Flávio Bolsonaro em um Estado que é o mais lulista do país, que não tem um forte antipetismo, é pedir para ser derrotado.

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Marco Wense

Publicado por:

Marco Wense

Itabunense, Advogado e Articulista de Política

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