A sabatina com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ontem, quinta-feira (27), no Jornal Nacional, deixou o bolsonarismo preocupado. Hoje é a vez de Flávio Bolsonaro.
O número 1 vai ser perguntado sobre os escândalos envolvendo seu nome, com destaque para o caso Dark Horse, o sumiço de milhões e milhões de reais para a execução do filme.
O primogênito do ex-morador do Alvorada prometeu prestar contas do dinheiro sujo que recebeu do amigo Vorcaro. Até agora nada. Quando questionado, diz que o assunto é "página virada".
O primogênito de Jair Messias Bolsonaro foge do acerto de contas como o diabo da cruz. Onde foi parar os R$ 61 milhões?
Flávio queria R$ 134 milhões (US$ 24 milhões) para a produção do filme. Daniel Vorcaro só liberou R$ 61 milhões. O detalhe é que a dinheirama foi parar em um fundo nos Estados Unidos gerido por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro, o número 3.
É unânime a opinião de que o enteado de Michelle Bolsonaro pode se complicar durante a sabatina se o procedimento dos entrevistadores for duro como foi com Lula.
Lembrando ao caro e atento leitor que Flávio Bolsonaro, então candidato a prefeito do Rio, na eleição de 2016, desmaiou na sabatina da Band.
Outro lembrete é que Daniel Vorcaro, já de tornozeleira eletrônica, recebeu o amigo Flávio Bolsonaro na sua casa, obviamente que a conversa foi sobre o faz-me rir.
Em relação ao desempenho de Lula, que foi o entrevistado de ontem, uma nota 6 seria justa. O chefe do Palácio do Planalto não deixou se abater com as duras perguntas.
O Jornal Nacional tem a grande oportunidade de mostrar que não tem candidato à Presidência da República, que seu jornalismo é imparcial.
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