É sempre assim. Não é agora, na sucessão de 2026, que vai ser diferente. Não dou uma semana para sair uma pesquisa apontando um empate técnico entre ACM Neto (União Brasil) e o governador Jerônimo Rodrigues (PT-reeleição).
A preocupação do lulopetismo é com os prefeitos. A grande maioria dos alcaides tem as pesquisas como uma espécie de "bússola". Segue o caminho do candidato a governador que está na frente nas intenções de voto.
Lembrando ao caro e atento leitor que os chefes do Executivo terão dois anos com o governador eleito. Os mandatos se encerram em 2028.
Outro ponto é que o comando estadual das legendas da base aliada governista não pode cobrar fidelidade partidária dos prefeitos.
Veja o exemplo do PSD. Como é que o senador Otto Alencar, presidente estadual do partido, vai exigir dos gestores que apoiem à reeleição de Jerônimo Rodrigues se ele está apoiando Lula (PT) com o PSD tendo Ronaldo Caiado como candidato à Presidência da República?
A política virou "casa da mãe Joana". O ditado popular que toma conta do processo eleitoral é o da "farinha pouca, meu pirão primeiro".
Concluo dizendo que o "anzol" da infidelidade partidária não é só para fisgar os "peixes" miúdos. Que os "tubarões" sejam também fisgados.
Pesquisa Veritá
A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 19 de agosto de 2026, com 2.020 eleitores da Bahia. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais. O levantamento está registrado no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) sob o número BA-02806/2026.
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