A nota de Hari Brust Filho, militante histórico do PDT, fazendo elogios a Carlos Lupi, presidente nacional do partido, não agradou a uma parcela significativa da militância brizolista.
Brust, filho do saudoso Alexandre Brust, enviado por Leonel Brizola para coordenar o PDT na Bahia, disse que a liderança de Lupi "se revela cada vez mais coerente, sensível e sábia". E mais: que a decisão de apoiar à reeleição de Lula demonstra "firmeza e responsabilidade histórica".
A impressão que ficou é que toda a culpa de Ciro ter deixado o PDT foi do próprio Ciro, o que não é verdade. Até as freiras do convento das Carmelitas sabem disso.
Entre o lulismo e Ciro, Carlos Lupi desdenhou o "companheiro" de legenda e caiu nos braços do presidente Lula. A principal consequência política foi desastrosa para o PDT: o partido perdeu sua referência nacional, oxigenando a opinião de que a sigla é um "puxadinho do PT".
O problema maior do PDT não é ficar sem um filiado como Ciro Gomes. É a preocupação com a temida cláusula de barreira. O PDT da Bahia, por exemplo, definhou.
Concluo dizendo que o ditado popular que se encaixa como uma luva no PDT de hoje é o "quem foi Naninha" ou, se o caro e atento leitor preferir, o "quem te viu, quem te vê".

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