Já comentei por diversas vezes minha preocupação com o desdém em relação ao preceito constitucional da independência e harmonia entre os Poderes da República.
Sobre a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo presidente Lula, devo logo dizer, dando um chega pra lá nos incendiários de plantão, que não me refiro aos imprescindíveis critérios do notável saber jurídico e reputação ilibada.
O inaceitável é como a condução de Messias para a instância máxima do Judiciário está sendo arquitetada, na base do toma lá, dá cá. Uma inominável vergonha.
E fazem tudo sem nenhum tipo de constrangimento, que se dane a opinião pública. O toma lá, dá cá envolve o Senado. O comando das agências reguladoras e as chamadas emendas RP2, que são liberadas de acordo com a vontade do Executivo, são as "moedas" de troca.
A indicação de Messias será votada nesta quarta-feira (29). Tem que ser aprovada por 41 votos dos senadores, que correspondem a maioria absoluta da Casa Legislativa.
Entra e sai governo, independente de ideologia, se de esquerda, direita, centro e suas variantes, e tudo continua como dantes no quartel de Abrantes.
E assim caminha a República Federativa do Brasil.

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