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Segunda-feira, 13 de Abril de 2026
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Vereador rompe com governo Valderico Júnior e denuncia abandono de bairros e quebra de acordo político em Ilhéus

Parlamentar afirma que decisão foi motivada por descumprimento de acordos políticos, perda de confiança e críticas à condução administrativa do governo municipal

Vinícius Brandão
Por Vinícius Brandão
Vereador rompe com governo Valderico Júnior e denuncia abandono de bairros e quebra de acordo político em Ilhéus
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O vereador Mesaque Soares anunciou oficialmente que não integra mais a base de apoio do prefeito Valderico Júnior na Câmara Municipal de Ilhéus. A decisão foi comunicada publicamente pelo parlamentar, que afirmou ter perdido a confiança política no governo municipal após episódios recentes envolvendo articulações internas entre vereadores da base.

Segundo o vereador, a ruptura ocorre após o que classificou como descumprimento de acordos políticos previamente estabelecidos com o prefeito. Mesaque afirma que o entendimento incluía a atenção a demandas consideradas essenciais para o exercício do mandato e para o atendimento de comunidades representadas por ele no Legislativo.

De acordo com o parlamentar, além do não cumprimento dessas tratativas, a relação política teria se deteriorado após a realização de uma reunião reservada entre integrantes da base governista, na qual teria sido discutida a exclusão de vereadores considerados não confiáveis. Mesaque afirma que seu nome estaria entre os citados nesse encontro.

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Vereador nega participação em articulação contra o prefeito

No posicionamento público, o vereador também rebateu acusações de que estaria envolvido em qualquer tentativa de articulação política contra o prefeito dentro da Câmara Municipal.

Mesaque declarou que sequer estava presente na cidade durante uma sessão recente em que houve tensão no Legislativo, negando qualquer participação em movimentos de rebelião ou tentativa de desestabilização da base governista.

Segundo ele, a tentativa de vinculá lo ao episódio seria uma forma de transformá lo em responsável por uma crise política que, na avaliação do parlamentar, não foi provocada por sua atuação.

Críticas à gestão municipal

Além das divergências políticas, Mesaque Soares também apresentou críticas à gestão municipal em diferentes áreas da administração pública. Entre os pontos citados estão o que ele considera abandono de comunidades carentes da cidade e problemas em serviços essenciais.

O vereador mencionou, por exemplo, o aumento do valor de contratos administrativos, incluindo o contrato de coleta de resíduos sólidos que, segundo ele, teria alcançado cerca de 36 milhões de reais. Na avaliação do parlamentar, o aumento não estaria acompanhado de crescimento populacional ou melhoria proporcional do serviço.

Ele também citou preocupações relacionadas à ausência de merenda escolar em unidades de ensino, dificuldades enfrentadas por moradores da zona rural, abandono de áreas populares como o bairro Teotônio Vilela e falta de políticas voltadas ao esporte profissional no município.

Debate sobre composição de comissões na Câmara

Outro ponto mencionado pelo vereador foi uma reunião interna da base governista em que teria sido discutida a possibilidade de exclusão de membros da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Para Mesaque, a iniciativa representaria um movimento de reorganização política dentro da base aliado a tentativas de isolamento de parlamentares.

O vereador classificou o episódio como um sinal de desgaste institucional entre o Executivo e parte do Legislativo municipal.

Partido também deixa bloco da minoria

Mesaque Soares informou ainda que, além de deixar a base do governo, também solicitou a retirada do Partido da Social Democracia Brasileira do bloco da minoria na Câmara de Ilhéus.

Presidente municipal da legenda, ele afirmou que a decisão será formalmente comunicada à presidência da Câmara ainda nesta semana.

Novo cenário político na Câmara de Ilhéus

A saída de Mesaque Soares da base governista pode alterar o equilíbrio político dentro da Câmara Municipal de Ilhéus. O movimento ocorre em um momento em que o Legislativo tem sido palco de debates intensos sobre gestão municipal, contratos administrativos e relação entre vereadores e o Executivo.

Com a decisão, o cenário político na cidade passa a ganhar novos contornos, abrindo espaço para reconfiguração de alianças e reposicionamento de forças dentro do parlamento municipal.

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