Um levantamento nacional divulgado nesta quarta-feira (29) pelo instituto Paraná Pesquisas revela que a maioria dos brasileiros avalia negativamente a segurança pública durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com o instituto, 45,8% dos entrevistados afirmam que a situação “piorou” desde o início do atual governo.
Apenas 17,2% disseram acreditar que houve melhora no combate à criminalidade, enquanto 33,9% afirmam não ter notado mudanças significativas. Outros 3,1% não souberam responder. Os dados indicam uma percepção majoritária de que o país enfrenta hoje um ambiente de maior insegurança.
A pesquisa foi realizada entre os dias 21 e 24 de outubro de 2025, com 2.020 eleitores de 26 estados e do Distrito Federal. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Sensação de insegurança segue em alta
Especialistas apontam que a insegurança pública é um dos temas mais sensíveis na avaliação política do governo federal. A percepção negativa tende a ganhar força em períodos de aumento da criminalidade ou de maior visibilidade midiática para casos de violência urbana e organizada.
Para analistas, mesmo que as políticas de segurança dependam fortemente da atuação dos estados, a população tende a atribuir responsabilidade direta ao governo federal, especialmente quando o debate nacional é marcado por temas como facções criminosas, fronteiras e políticas de repressão ao tráfico.
Pressão política sobre o governo
A pesquisa também reforça um cenário de desgaste do governo Lula nesse tema, tradicionalmente explorado por partidos de oposição. Com mais de 45% dos entrevistados avaliando piora, a segurança pública permanece entre os desafios centrais para a gestão federal em 2025.

Em relação aos mais pobres, 38,1% dos entrevistados disseram acreditar que a situação dessa parcela da população “melhorou” sob o governo Lula. Para 31,3%, o quadro “piorou”, e 27,3% responderam que “permaneceu igual”. Outros 3,3% não souberam opinar.
A pergunta formulada pelo instituto foi: “Com o presidente Lula no governo, a situação dos mais pobres no Brasil, ou seja, aqueles em situação mais vulnerável, melhorou, piorou ou permaneceu igual?”.

EDUCAÇÃO
Na área da educação pública, 34,3% afirmaram que o ensino no país “piorou” sob a atual gestão. Já 29,1% disseram que o setor “melhorou”, e 32,5% acreditam que “permanece igual”. Outros 4,1% não souberam responder.

A questão apresentada aos entrevistados foi: “Com o presidente Lula no governo, a situação da educação pública no Brasil melhorou, piorou ou permaneceu igual?”.
SAÚDE PÚBLICA
No campo da saúde pública, 36,7% consideram que a situação se mantém semelhante à de governos anteriores. Para 33,5%, o quadro “piorou”, e 26,3% avaliaram que “melhorou”. Outros 3,4% não responderam.

SITUAÇÃO FINANCEIRA
Quanto à situação financeira pessoal e familiar, 40% dos entrevistados disseram que não houve alterações durante o terceiro governo Lula. Para 29,7%, as condições “pioraram”, enquanto 27,8% afirmaram que “melhoraram”. Outros 2,6% não souberam responder.

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