A zona rural norte de Ilhéus vive um marco histórico na área da segurança. Após anos enfrentando roubos de carga, invasões e estradas precárias, os cacauicultores da região articulam, com apoio da Polícia Militar e da indústria moageira, a implantação de um moderno sistema de videomonitoramento 24 horas. O projeto prevê a instalação de cerca de mil câmeras interligadas a uma central de inteligência policial, com início previsto ainda para agosto.
A iniciativa, financiada pelos próprios produtores em parceria com o setor industrial, terá a operação garantida pela PM. “Mais que tecnologia, é um investimento na paz de quem trabalha no campo”, afirmou o tenente-coronel Vasco, idealizador da proposta e comandante da Companhia 70.
Durante reunião realizada em 11 de julho, que contou com produtores, autoridades e representantes da segurança, o vereador Nal Araújo (NAL do DETRAN) destacou a importância do momento: “Este encontro simboliza um novo tempo para a zona rural. Com união e responsabilidade, estamos construindo um exemplo de transformação pela cooperação”.
O ex-vereador Augustão reforçou o apoio das moageiras: “Não estamos apenas protegendo cacau, estamos salvando vidas”. A primeira fase beneficiará 30 propriedades, focando em pontos críticos como barcaças, ramais e armazéns. Em caso de alerta, a PM atuará com resposta imediata.
O projeto já é visto como um modelo com potencial de expansão para toda a região cacaueira. “Essa união entre iniciativa privada e poder público salva vidas”, avaliou o coronel Ferreira Lopes.
A próxima reunião ocorrerá no dia 25 de julho. Até lá, os produtores vivem um sentimento raro nos últimos tempos: otimismo. “Decidimos não esperar mais. Agora somos os agentes da nossa própria segurança”, resumiu o cacauicultor Joca Alves.

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