A deputada federal Carla Zambelli (PL) anunciou neste domingo (14) a renúncia ao mandato na Câmara dos Deputados, em meio ao avanço das decisões judiciais que culminaram na determinação de cassação feita pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A parlamentar formalizou o pedido junto à Secretaria-Geral da Mesa Diretora da Casa.
A saída ocorre poucos dias após o ministro Alexandre de Moraes decidir pela perda do mandato de Zambelli, como consequência da condenação criminal imposta pela Corte. A informação foi confirmada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), que determinou a imediata convocação do suplente Adilson Barroso (PL). A posse está prevista para ocorrer ainda nesta segunda-feira (15).
Nos bastidores, a renúncia já era considerada uma alternativa pela defesa da deputada. Na semana anterior ao anúncio, advogados de Zambelli haviam sinalizado que a parlamentar avaliava deixar o cargo de forma voluntária para evitar a perda automática dos direitos políticos decorrente da condenação.
Condenação no STF e pedido de extradição
Carla Zambelli encontra-se presa desde julho em Roma, na Itália. Ela foi condenada pelo STF a dez anos de prisão por envolvimento direto na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), crime considerado grave pela Corte por atingir a estrutura do Judiciário brasileiro.
A sentença transitou em julgado em junho, sem possibilidade de recurso. Diante disso, o Judiciário brasileiro atua para acelerar o processo de extradição da ex-deputada. Caso seja trazida de volta ao país, Zambelli deverá cumprir pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia.
A cassação do mandato seria uma consequência direta da condenação criminal definitiva. Com a renúncia, o processo político na Câmara é encerrado, abrindo espaço para a posse do suplente e encerrando um dos episódios mais emblemáticos envolvendo parlamentares bolsonaristas desde os atos antidemocráticos investigados pelo STF.

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