O senador Otto Alencar, presidente estadual do PSD na Bahia, foi às redes sociais nesta terça-feira (3) para reagir com firmeza a rumores que circulavam nos bastidores políticos sobre uma suposta aproximação entre o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), e o comando nacional do partido.
Em vídeo publicado no Instagram, Otto negou de forma categórica que tenha ocorrido qualquer reunião entre ACM Neto e o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, com objetivo de discutir filiação partidária. Segundo o senador, a informação é falsa e teria sido criada com o intuito de gerar instabilidade política.
Para Otto, o boato faz parte de uma estratégia de desgaste em meio ao atual cenário de tensão dentro do PSD, especialmente após a saída do senador Angelo Coronel da base governista e sua migração para a oposição. O movimento de Coronel abriu uma crise interna no partido e aumentou as especulações sobre possíveis mudanças de rumo da legenda na Bahia.
Ao rebater os rumores, Otto buscou reafirmar sua liderança no partido e deixar claro que, ao menos oficialmente, o PSD baiano mantém posição definida: apoio à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e alinhamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“O PSD Bahia segue firme, com posição definida, compromisso com o povo baiano e apoio à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues”, declarou o senador, em tom de recado direto tanto à oposição quanto a setores internos da legenda.
A manifestação pública também foi interpretada como uma resposta indireta às movimentações recentes no tabuleiro político estadual. A filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao PSD, aliada à insatisfação de quadros históricos do partido na Bahia, ampliou as incertezas sobre o futuro da sigla no estado.
Nos bastidores, aliados avaliam que Otto tenta evitar que o PSD se torne um campo aberto de disputa entre governo e oposição. Ao reforçar o discurso de unidade e trabalho, o senador busca conter o avanço de narrativas que apontam para um possível enfraquecimento de sua liderança ou para um reposicionamento do partido em 2026.
Apesar da declaração pública de fidelidade ao governo estadual, o ambiente interno do PSD segue sob tensão. A saída de Angelo Coronel, a pressão do cenário nacional e a reorganização das forças de centro-direita indicam que o partido ainda deverá enfrentar novos capítulos de instabilidade até a definição das chapas para as próximas eleições.
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